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Porto Alegre, quinta-feira, 30 de novembro de 2017.

Jornal do Comércio

Economia

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varejo

Notícia da edição impressa de 30/11/2017. Alterada em 29/11 às 21h10min

Natal deve movimentar R$ 405 milhões em Porto Alegre

Os primeiros dias pós-Natal também têm a clássica venda-extra para quem vai trocar os presentes. Lojistas, Rua dos Andradas

Os primeiros dias pós-Natal também têm a clássica venda-extra para quem vai trocar os presentes. Lojistas, Rua dos Andradas


/FREDY VIEIRA/JC
A tradicional pesquisa de Natal, realizada em parceria da CDL POA com o Sindilojas Porto Alegre, aponta que a data deve movimentar em torno de R$ 405,32 milhões em 2017, com tíquete médio por presente de R$ 91,57 e gasto médio por pessoa de R$ 439,98. A variação ficou em torno de 6% nominal com relação ao ano passado. Descontando a inflação esperada para o final do ano (3,09%), a expectativa é de variação real de 2,82% nas vendas.
Do total de consultados, 74% afirmaram que irão presentear alguém neste Natal. A média de agraciados por cada consumidor entrevistado será de quatro pessoas, com um presente para cada. Os filhos estão em primeiro na lista (57,20%), seguido dos pais (42,40%), da companheira ou companheiro (35,10%) e dos netos (25%).
Assim como no ano passado, as roupas lideram o ranking, com 61,9% da preferência pelo presente a ser adquirido. Depois, aparecem os brinquedos (46,4%), os artigos de perfumaria/cosméticos (22,7%), calçados (17,3%) e acessórios (13,6%).
A forma de pagamento que deverá predominar será "à vista em dinheiro" (53,8%), mas 24,8% pretendem usar o cartão de crédito parcelado, e 13,9%, o cartão de débito à vista. A maioria das compras deverá se efetivar na semana do Natal (opção de 32,3%). Até lá, as pesquisas de preços ocorrerão, na sua maioria, em lojas físicas (63,3%). E 29,8% pretendem fazer uma busca pela internet - curiosamente, um número menor do que o apresentado na pesquisa de 2016 (46%).
 

Três em cada 10 consumidores que querem presentear possuem dívidas

Uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) identificou que três em cada 10 consumidores que têm intenção de presentear neste ano possuem contas em atraso atualmente (34%), e 32% estão com o nome sujo no momento (queda de 6,9 p.p. em relação ao ano passado).
O levantamento mostra que 16% costumam gastar mais do que podem nas compras do Natal; 7% pretendem deixar de pagar alguma conta para poder comprar presentes; 5%, para conseguir participar das comemorações de Natal; e 6%, das comemorações de Ano-Novo.
O educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli, alerta para o que pode ser um aliado na hora das compras, mas também um grande impulsionador do descontrole financeiro: o parcelamento. Cerca de 52% costumam dividir as compras de Natal em várias prestações, principalmente para que possam comprar todos os presentes (22%).
A economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, ressalta a importância de resistir aos excessos de consumo e, ao mesmo tempo, ficar atento ao parcelamento: "Dividir as compras pode ser uma boa alternativa, desde que sejam respeitados os limites do orçamento doméstico. De nada adianta parcelar se a prestação vai comprometer o pagamento de outras despesas importantes no dia a dia".
Segundo a pesquisa, 18% dos que vão presentear neste ano ficaram com o nome sujo por causa das dívidas pendentes com as compras de fim de ano de 2016, sendo que 11% ainda estão negativados e 6% já limparam o nome.
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