Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, segunda-feira, 27 de novembro de 2017.

Jornal do Comércio

Economia

COMENTAR | CORRIGIR

dívida pública

Notícia da edição impressa de 28/11/2017. Alterada em 27/11 às 23h28min

Indefinições sobre reforma e exterior contribuem para volatilidade, diz Tesouro

O mês de outubro foi mais "desafiador" para a gestão dos títulos públicos do que setembro, segundo informou o coordenador-geral de operações da Dívida Pública, Leandro Secunho. Para ele, as indefinições sobre o cenário externo e sobre a reforma da Previdência trouxeram volatilidade ao mercado, mas não chegaram a impactar o resultado no mês, que ele classificou como positivo.
"Outubro foi um mês com aumento nos juros e pouca liquidez no mercado secundário. Foi um mês com certa volatilidade, mas longe do que o ocorreu em maio", afirmou Secunho. "O Tesouro teve certa flexibilidade nas emissões, mas não precisou cancelar nenhum leilão. Foi um gerenciamento fino, no sentido de fazer leilões que não aumentassem a volatilidade do mercado", completou.
No mês passado, houve um resgate líquido de R$ 23,33 bilhões. Secunho disse ainda que outubro foi o último mês com vencimentos relevantes de títulos. "A tendência era de uma emissão maior em outubro, mas o resultado ficou em linha com setembro por conta dessa volatilidade", acrescentou.
O estoque da Dívida Pública Federal (DPF) encerrou outubro em R$ 3,438 trilhões. O Plano Anual de Financiamento (PAF) prevê que a dívida encerre o ano acima de R$ 3,450 trilhões. "Vamos encerrar o ano dentro com todos os indicadores dentro dos limites do PAF", afirmou.
Segundo ele, a parcela pré-fixada do estoque da dívida - que está em 34,62% - deve crescer até o fim do ano e se aproximar de teto do PA de 36%. Para Secunho, esse movimento é positivo. "Tem havido demanda no mercado por títulos pré-fixados, que é o que o Tesouro deseja", avaliou. "Além disso, o aumento de taxas de juros em outubro gerou oportunidade de entrada para estrangeiros", completou.
Secunho também destacou a emissão em 3 de outubro de US$ 3 bilhões em um novo título, o Global 2028. No período, o Tesouro também desembolsou US$ 2 bilhões para a recompra de papéis mais curtos da dívida externa.
"Emitimos R$ 9,47 bilhões da DPFe em outubro, sendo a maior parte do Global 2028, e foram recomprados R$ 7,19 bilhões de títulos da DPFe em outubro", detalhou. "A lógica da operação era emitir título novo com volume e liquidez adequado. "Aproveitamos a operação para comprar títulos mais antigos e de taxa de juros elevadas", completou.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia