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Porto Alegre, quinta-feira, 23 de novembro de 2017.

Jornal do Comércio

Economia

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mercado financeiro

Alterada em 23/11 às 20h15min

Euro avança ante dólar após ata do BCE e com política da Alemanha

Com o feriado do Dia de Ação de Graças nos Estados Unidos deixando os mercados fechados, o dólar não apresentou direção única ante moedas rivais e de países emergentes e pouco oscilou nesta quinta-feira, 23. O euro, por sua vez, apresentou alta consistente, reagindo à divulgação da ata da última reunião de política monetária do Banco Central Europeu (BCE) e ao cenário político na Alemanha.
No fim da tarde, o dólar subia para 111,25 ienes e o euro avançava para US$ 1,1852.
A ata da mais recente reunião de política monetária do BCE impulsionou o euro nesta quinta-feira de liquidez reduzida nos mercados internacionais. O documento mostrou que alguns dirigentes da instituição desejam uma data específica para o fim do programa de relaxamento quantitativo (QE, na sigla em inglês). No último encontro, o BCE comunicou a extensão do QE até, pelo menos, setembro do ano que vem, mas num ritmo de compras mensais menor. A partir de janeiro, o BCE cortará as compras mensais dos atuais 60 bilhões de euros em ativos para 30 bilhões de euros. No entanto, a possibilidade de extensão do programa, caso haja necessidade, ficou em aberto.
Além disso, os investidores monitoraram a situação política na Alemanha. A possibilidade de manutenção da aliança entre o Partido Social-Democrata (SPD, na sigla em alemão) e o bloco conservador da chanceler Angela Merkel também deu suporte ao euro, embora o movimento seja contra a vontade do líder do SPD, Martin Schulz, que concorreu com Merkel na última eleição geral.
O dólar, por sua vez, teve um dia de pouco movimento devido ao feriado. No dia anterior, a moeda americana enfrentou queda generalizada devido à ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), que apontou preocupações de dirigentes da instituição quanto à persistente inflação fraca nos EUA.
Para estrategistas do Société Générale, até que haja um progresso considerável na reforma tributária em solo americano, é provável que o dólar perca a briga contra o euro e contra moedas asiáticas, a menos que haja novas eleições gerais na Alemanha, o que poderia trazer incerteza à Europa e enfraquecer a moeda única. "Esperamos ver o dólar se voltar somente à reforma tributária e a moeda americana pode voltar a se fortalecer devido ao repatriamento de dinheiro offshore que a conta republicana prevê, disse o banco francês.
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