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Porto Alegre, quinta-feira, 23 de novembro de 2017.

Jornal do Comércio

Economia

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Conjuntura

Notícia da edição impressa de 24/11/2017. Alterada em 23/11 às 22h34min

Prévia da inflação oficial é a menor desde 1998

Reajuste do botijão de gás influenciou avanço do grupo habitação

Reajuste do botijão de gás influenciou avanço do grupo habitação


/PEDRO VENTURA/ABR/JC
A prévia de novembro da inflação oficial do País, medida pelo IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15) desacelerou ligeiramente ao fechar em 0,32%, resultado 0,02 ponto percentual inferior ao de outubro. Em novembro de 2016, o IPCA-15 havia sido de 0,26%.
Os dados relativos ao IPCA-15 foram divulgados nesta quinta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). No ano, o IPCA-15 acumula alta de 2,58%, inferior aos 6,38% do mesmo período de 2016 e o menor acumulado para um mês de novembro desde o índice de 1,52% registrado em 1998.
O acumulado nos últimos 12 meses ficou em 2,77%, acima dos 2,71% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores.
Apesar da ligeira desaceleração nos preços em novembro, a inflação continua sendo pressionada pela alta da tarifa de energia elétrica, que fez com que o grupo habitação, com alta de 1,33%, fosse o que exerceu o maior impacto individual no índice do mês.
Com variação de 4,42% e 0,16 ponto percentual de impacto na taxa mensal, as contas de luz responderam por metade do IPCA-15 de novembro. "O novo valor do patamar 2 da bandeira vermelha entrou em vigor no dia 1 de novembro e passou a adicionar R$ 5,00 para cada 100 KWh consumidos. Com isso, o item ficou entre o 1,12% registrado na Região Metropolitana de Fortaleza e os 21,21% de Goiânia", constatou o IBGE.
Os números indicam elevação também no preço do gás de botijão, que subiu 3,3% em razão dos aumentos decorrentes da nova política de preços da Petrobras continuou a exercer pressão sobre o grupo habitação, e teve impacto de 0,04 ponto percentual no IPCA-15 do penúltimo mês do ano. Em 5 de novembro, a Petrobras reajustou o preço dos botijões de 13 quilos nas refinarias em 4,5%, em média.
No grupo transportes, houve aumento de 0,27%, também influenciado pela alta autorizada pela Petrobras para a gasolina, que variou nesta prévia de novembro 1,53% e exerceu impacto de 0,06 ponto percentual no resultado final do IPCA-15. O preço do etanol também exerceu pressão sobre a prévia de novembro. Ao subir 2,78%, exerceu impacto sobre a taxa de 0,03 ponto percentual.
Nos demais grupos de produtos e serviços pesquisados, destacam-se os artigos de residência, com deflação de 0,35%, em razão da queda de 1,19% nos preços dos eletrodomésticos. O grupo alimentação e bebidas apresentou queda de 0,25%.
Entre as nove regiões metropolitanas e os dois municípios abrangidos no levantamento do IPCA-15, apenas duas fecharam com resultado acima da média nacional de 0,32%: São Paulo, com alta de 0,44%; e o município de Goiânia, que, ao registrar taxa de 1,62%, ficou com a maior prévia da inflação de novembro.
As outras sete regiões fecharam a prévia com taxas abaixo da média nacional, com destaque para Fortaleza e Salvador, ambas com deflação: -0,05% e -0,03%, respectivamente.
O IPCA-15 tem a mesma metodologia do IPCA (a taxa oficial), mas com periodicidade e abrangência regional diferentes. Vai da primeira metade do mês anterior ao da divulgação da taxa aos primeiros 15 dias do mês de referência, e abrange nove regiões metropolitanas e dois municípios, enquanto o IPCA envolve um total de 13 regiões.
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