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Porto Alegre, terça-feira, 21 de novembro de 2017.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado Financeiro

21/11/2017 - 15h44min. Alterada em 21/11 às 15h48min

Política alemã deixa euro mais fraco e bolsas da Europa fecham em alta

Os mercados acionários europeus fecharam majoritariamente em alta nesta terça-feira, apoiados por um euro mais fraco à medida que os investidores digerem informações sobre a política na Alemanha.
O índice pan-europeu Stoxx-600 fechou em alta de 0,42% (+1,61 ponto), aos 388,00 pontos.
A política alemã continuou a ser monitorada pelos investidores, após o fracasso nas negociações de uma coalizão para o quarto mandato de Angela Merkel como chanceler. A fim de tentar resolver o impasse, o presidente da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier irá conversar ainda hoje com o líder do Partido Democrático Livre (FDP), Christian Lindner, e, amanhã, com o social-democrata Martin Schülz. No entanto, se a formação de um novo governo não for possível, há duas possibilidades: um governo de minoria ou novas eleições.
"O mercado gostaria de ver um governo de maioria estável para a maior economia da Europa, o que permitirá um planejamento confiável. Enquanto a incerteza em Berlim permanecer, os investidores provavelmente irão evitar o euro", comentaram estrategistas do Commerzbank. Em Frankfurt, o índice DAX fechou em alta de 0,83%, aos 13.167,54 pontos, apoiado, principalmente, por montadoras, após o Goldman Sachs ter salientado que setores como o automotivo irão impulsionar o Stoxx-600 nos próximos 12 meses. A BMW subiu 1,88% e a Volkswagen avançou 3,02%.
Na bolsa de Paris, o índice CAC-40 fechou em alta de 0,48%, aos 5.366,15 pontos. Por lá, ainda repercute a última pesquisa de opinião do instituto Ifop, que aponta para uma alta de 4 pontos porcentuais na popularidade do presidente Emmanuel Macron, para 46% em novembro, o que dá aval para que o governo continue a ofensiva pela reforma trabalhista. "O início deste governo não segue as pesquisas de opinião observadas nos últimos anos", observa o vice-diretor-geral do Ifop, Frédéric Dabi, afirmando que, após uma queda, não havia uma recuperação imediata.
No Reino Unido, a política também chamou a atenção dos investidores. Às vésperas da apresentação do orçamento do próximo ano, o governo de Theresa May ganhou um voto de confiança do mercado, que voltou a comprar a libra esterlina, após relatos de que o gabinete de May teria concordado com o aumento do montante que o Reino Unido pagará à União Europeia pela saída do bloco. O novo acordo do Brexit ofereceria 49 bilhões de euros em pagamento, o dobro do sugerido anteriormente.
Apesar da libra valorizada, o índice FTSE-100 fechou em alta de 0,30%, aos 7.411,34 pontos. No campo positivo, no entanto, esteve a easyJet. Apesar de o lucro da companhia ter caído 24% entre julho e setembro deste ano na comparação com o mesmo período do ano passado, a empresa disse que o tráfego de passageiros aumentou durante o ano fiscal. A easyJet saltou 5,09%.
Em Milão, o índice FTSE-MIB avançou 0,62%, aos 22.326,44 pontos, enquanto o índice PSI-20, da bolsa de Lisboa, subiu 0,21%, aos 5.291,59 pontos. O índice Ibex-35, de Madri, destoou dos demais e fechou em baixa de 0,32%, aos 9.993,40 pontos.
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