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Porto Alegre, quarta-feira, 08 de novembro de 2017.

Jornal do Comércio

Economia

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Crédito

Notícia da edição impressa de 09/11/2017. Alterada em 08/11 às 20h32min

Queda de juros já chega ao consumidor e permite expansão lenta do crédito, diz CNC

Número de famílias endividadas alcançou 61,8% em outubro

Número de famílias endividadas alcançou 61,8% em outubro


/VISUALHUNT/DIVULGAÇÃO/JC
A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada ontem pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), mostra que a queda nas taxas de juros já chegou ao consumidor, na ponta, disse Bruno Fernandes, economista da entidade. "O mais importante é que a queda nas taxas de juros leva a uma melhora no perfil do endividamento", afirmou.
A Peic apontou que o percentual de famílias endividadas alcançou 61,8% em outubro de 2017, alta de 0,1 ponto percentual na comparação com setembro. Em relação a outubro de 2016, quando o indicador alcançava 59,8% do total de famílias entrevistadas, a alta foi de 2 pontos percentuais.
Para o economista, juros mais baixos não são suficientes para garantir uma recuperação do crédito capaz de impulsionar o consumo na economia, mas são uma condição necessária para que isso ocorra.
O quadro, daqui para a frente, é de recuperação lenta no nível de endividamento, acompanhando o ritmo de recuperação da atividade econômica, com efeitos sobre o emprego e a renda das famílias, afirmou Fernandes. O pico histórico do endividamento foi visto em fevereiro de 2011, quando 65,3% das famílias relatavam usar alguma forma de crédito.
Conforme Fernandes, até aqui, a inflação comportada e a ligeira melhora no mercado de trabalho resultaram no pequeno avanço do nível de endividamento. Com os juros menores, as parcelas de futuras compras a prazo também serão menores.
"Isso começa a abrir espaço no orçamento das famílias. Quanto menores os juros, menor a parcela. Se a parcela é menor, há espaço para o consumidor adquirir mais crédito para consumir", afirmou o economista da CNC.
O tempo médio de atraso para o pagamento de dívidas foi de 63,8 dias em outubro de 2017, superior aos 62,9 dias de outubro de 2016. Em média, o comprometimento com as dívidas foi de 7,2 meses, sendo que 32,8% das famílias possuem dívidas por mais de um ano.
Entre aquelas endividadas, 24% afirmam ter mais da metade da sua renda mensal comprometida com o pagamento de dívidas. Para 76,7% das famílias que possuem dívidas, o cartão de crédito permanece como a principal forma de endividamento, seguido de carnês (16,7%) e financiamento de carro (10,2%).
 
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