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Porto Alegre, quarta-feira, 08 de novembro de 2017.

Jornal do Comércio

Economia

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Consumo

Notícia da edição impressa de 09/11/2017. Alterada em 08/11 às 21h02min

Comércio virtual deve liderar as vendas no Natal deste ano

Expectativa é que a data injete R$ 51,2 bi na economia brasileira

Expectativa é que a data injete R$ 51,2 bi na economia brasileira


/JOÃO MATTOS/ARQUIVO/JC
As vendas pela internet devem crescer neste ano, tornando o comércio virtual o principal meio de compras do Natal de 2017, segundo pesquisa divulgada ontem pelo SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) Brasil. O levantamento, feito nas 27 capitais brasileiras, indicou que 40% dos consumidores pretendem adquirir presentes pela rede. Desses, 54% disseram que pretendem comprar mais da metade das lembranças de fim de ano dessa forma.
O número indica que as compras pela internet devem superar as feitas em centros comerciais, estimadas para este ano em 37%. Em 2016, os centros comerciais, como os shopping centers, responderam por 41% das vendas de Natal, enquanto o comércio eletrônico correspondeu a 32%.
Para a economista-chefe do SPC, Marcela Kwauti, o crescimento do comércio eletrônico é uma tendência que deve, inclusive, pressionar as lojas físicas a disputar a preferência dos consumidores. "Isso, em algum momento, ia acontecer, por conta da crise, ou mesmo que a gente não tivesse tido a crise. A internet vem ganhando espaço, e isso não tem volta", enfatizou.
O levantamento do SPC traz uma expectativa de vendas de Natal em um patamar semelhante ao do ano passado. Em 2016, a projeção apontou para um movimento de cerca de R$ 50 bilhões; enquanto, em 2017, o montante deve chegar a R$ 51,2 bilhões. Segundo o estudo, 110 milhões de consumidores têm a intenção de dar presentes neste final de ano.

Brasileiros querem gastar menos; roupas são destaque na intenção de presentes

A pesquisa da SPC sobre as compras de Natal mostra que 26% dos brasileiros que vão comprar presentes querem gastar menos do que em 2016 - 32% apontam a situação financeira ruim como razão -, enquanto 33% pretendem gastar o mesmo valor que no ano passado, e 19% têm a disposição de gastar mais. A média de gastos deve ficar em R$ 461,91, distribuídos em quatro ou cinco itens.
Cerca de um terço dos consumidores (34%) pretende comprar à vista no dinheiro; 19%, com o cartão de débito; e 31%, parcelar no cartão de crédito.
Na avaliação da economista-chefe do SPC, Marcela Kwauti, os números refletem o cenário econômico atual. "É o Natal do início da recuperação da economia, mas o consumidor ainda não tem dinheiro no bolso para comprar como ele comprava antes da crise", resumiu. Ela ressaltou que existem alguns sinais de melhora, mas em outros há apenas indícios de retomada. "O que a gente já tem de recuperação são juros menores, inflação controlada. Você começa a ver o crédito se recuperar, os primeiros sinais de desemprego em queda e as vendas no varejo começarem a crescer", completou.
O retorno da economia brasileira aos patamares pré-crise, semelhantes ao de 2013, deve acontecer, segundo as projeções da economista, somente em 2020.
Por mais um ano, as roupas permanecem na primeira posição do ranking de produtos que os consumidores pretendem comprar para presentear no Natal (56%). Brinquedos (43%), perfumes e cosméticos (32%), calçados (31%), e acessórios, como bolsas, cintos e bijuterias (24%), completam a lista de produtos mais procurados para a data.

Roupas serão os produtos mais procurados

Por mais um ano, as roupas permanecem na primeira posição do ranking de produtos que os consumidores pretendem comprar para presentear no Natal (56%). Segundo o estudo do SPC, os brinquedos (43%), perfumes e cosméticos (32%), calçados (31%) e acessórios, como bolsas, cintos e bijuterias (24%), completam a lista de produtos mais procurados para a data. Presentes de maior valor agregado como celulares (12%), jogos e videogames (10%), eletrônicos (8%) e joias (8%) ficaram menos bem posicionados neste ano.
No ranking daqueles que serão agradados com presentes neste Natal, os filhos aparecem em primeiro lugar (63%). Em seguida, os mais mencionados são os maridos ou esposas (49%), mães (47%), irmãos (27%) e pais (21%).
Na hora de escolher os presentes, o fator que os consumidores mais levam em conta é o perfil do presenteado (28%), seguido do desejo de quem vai receber o presente (20%), da qualidade do item (16%) e das promoções ou descontos (13%).
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