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Porto Alegre, segunda-feira, 06 de novembro de 2017.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado de Capitais

Notícia da edição impressa de 07/11/2017. Alterada em 06/11 às 21h44min

Ibovespa sobe 0,53% impulsionado por commodities

O bom desempenho das commodities foi essencial para a alta de ontem do Índice Bovespa. Em um dia de agenda política e econômica esvaziada, a valorização dos preços do petróleo e do minério de ferro garantiu o avanço das ações de Petrobras, Vale e siderúrgicas. Esses papéis compensaram a fraqueza das ações do setor financeiro e contribuíram para levar o Índice Bovespa a uma alta de 0,53%, aos 74.310 pontos. Os negócios com ações na B3 somaram R$ 9,3 bilhões.
Os preços do petróleo tiveram altas superiores a 3% e atingiram os maiores níveis em dois anos, refletindo notícias da prisão de ministros e líderes da Arábia Saudita, que também interceptou um míssil que se dirigia à capital, Riad, no fim de semana. Além disso, houve perspectiva de redução significativa na produção da Líbia.
Impulsionadas pela alta do petróleo e de outras petrolíferas pelo mundo as ações da Petrobras subiram 2,20% (ON) e 2,89% (PN). No noticiário relativo à empresa, também foi destaque a notícia de que o governo vai criar uma comissão oficial de negociação para revisar os termos do contrato de cessão onerosa.
A ação ordinária da Vale foi outro destaque da carteira do Ibovespa. Com alta de 2,39%, o papel refletiu o avanço de 5,80% dos preços do minério de ferro no porto de Qingdao, na China. A alta foi generalizada nos mercados de metais básicos, influenciados pela alta do petróleo, queda do dólar e expectativas otimistas para o setor, baseadas em previsões de crescimento da economia mundial. Assim, também foram destaque as ações de siderurgia, como CSN ON (+5,26%) e Usiminas PNA (+6,23%).
Outro setor de destaque no dia foi o elétrico, com Eletrobras ON (+5,28%) e PNB (+5,40%) à frente. Segundo Monteiro, da Renascença, os papéis vêm demonstrando forte volatilidade, muitas vezes em função das expectativas em torno da programação para privatização da Eletrobras. 
A queda do dólar teve efeito essencialmente positivo no mercado de ações, mas não deixou de penalizar os papéis de empresas exportadoras. Entre as ações que fazem parte da carteira teórica do Ibovespa, as maiores quedas foram de Fibria ON (-5,45%) e Suzano PNA (-4,98%).
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Dólar registra queda de 1,44%, para R$ 3,2578

Após ter rompido o patamar dos R$ 3,30 na sexta-feira, dia 3 - o mais alto desde 4 de julho -, o dólar devolveu toda a alta do último pregão, ajudado pelo comportamento do câmbio no exterior e impulsionado pela valorização das commodities.
A moeda norte-americana fechou na casa dos R$ 3,25, após bater as mínimas da sessão no período da tarde. O dólar à vista fechou em baixa de 1,44%, a R$ 3,2578. O volume foi de US$ 1,065 bilhão.
Segundo operadores, a moeda acompanhou seus pares emergentes, beneficiados principalmente pela alta de mais de 3% do petróleo no mercado internacional. O dólar também caiu frente a moedas fortes, após comentários de dois presidentes regionais do Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte- americano).
O presidente do Fed de Nova Iorque, William Dudley, afirmou que a instituição provavelmente terá de deixar a inflação "superar um pouco o nível de 2%" e que a recorrente baixa de preços do país não é "necessariamente uma coisa ruim".
Enquanto isso, o presidente da distrital de San Francisco do BC norte-americano, John Williams, disse que o Fed provavelmente não terá taxas de juros tão altas quanto no passado. Williams tem direito a voto nas reuniões do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) no próximo ano.
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