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Porto Alegre, quarta-feira, 08 de novembro de 2017.

Jornal do Comércio

Cultura

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Música

08/11/2017 - 09h59min. Alterada em 08/11 às 14h30min

Diversidade e rock de qualidade do Green Day

Sete anos após o último show na Capital, a banda reafirmou que tem disposição e repertório

Sete anos após o último show na Capital, a banda reafirmou que tem disposição e repertório


FREDY VIEIRA/JC
Cristiano Vieira
Espremido em uma agenda intensa de shows internacionais iniciada em setembro com o Bon Jovi e que termina neste sábado com o aguardado Coldplay, o Green Day tinha tudo para ser mais uma apresentação de rock – mas o que se viu, na noite dessa terça-feira (7), foi um dos melhores shows do ano em Porto Alegre. A qualidade técnica do grupo, junto com seus hits e o carisma dos integrantes, ganhou o público que compareceu ao anfiteatro Beira-Rio.
O show não estava lotado, pelo contrário – reflexo, talvez, da maratona de astros internacionais em pouco tempo pela cidade? O fato é que não foi um show pequeno para uma plateia pequena: o que se viu foi uma celebração (como mesmo citou o vocalista Billie Joe em vários momentos) ao rock.
A banda subiu ao palco pontualmente às 21h – o aviso veio um pouco antes, às 20h52min, quando os primeiros acordes de Bohemian Rapsody e a voz marcante de Freddie Mercury ecoaram pelo estádio. A catarse coletiva do público estava pronta para iniciar.
> Assista a dois momentos do show da Banda Green Day:
Know Your Enemy, do disco 21st Century Breakdown, deu a largada para a sequência de mais de duas horas de show. Boa parte da performance incrível do Green Day se deve (além do repertório rock com pegada pop) à energia de Billie Joe. A todo momento, ele instigava a plateia a cantar junto e esforçava-se no manjado “Boa noite, Porto Alegre”. Correndo pelo palco, não deixou a energia do show cair e capturou a atenção do público.
Para além das canções, o discurso a favor da diversidade foi repetido em diversas ocasiões. Com 20 minutos de show, Billie Joe fez um apelo, em inglês: “digam não ao racismo, não à homofobia, não ao sexismo. Agora, acendam suas luzes (dos celulares) e mostrem para mim”, em um dos momentos mais marcantes, com o estádio às escuras.
E se o rock do Green Day pede o respeito às diferenças, isso estava evidente na plateia. Quem disse que roqueiros e roqueiras do mesmo sexo não se amam deve atualizar a definição de amor, baby. Diversos casais circulavam pelo show, em harmonia com a tradicional plateia roqueira – muitos pais e filhos, amigos trintões. A diversidade estava presente. “Não importa se você é hetero, gay, branco ou negro. O rock é de celebração”, avisa Billie Joe.
De fato, essa celebração ao punk rock a todo momento era retomada. E se o Green Day estava ali finalizando a turnê brasileira (“é o melhor show do Brasil até agora, Porto Alegre”, afirmou o vocalista) com um esforço incansável e de qualidade, Billie Joe passou um pito ao insistente público que não desgrudava dos telefones. “Dane-se o Facebook e o Instagram. Aproveitem o show”, gritou ele. Bastou para que boa parte dos smartphones retornassem para os bolsos.
Sete anos após o último show em Porto Alegre, o Green Day reafirmou na noite de terça-feira que tem disposição e repertório para seguir na estrada do rock por muito tempo. Os fãs agradecem – mesmo aqueles que, embora encolhidos com o ventinho frio que passeava pelo Beira-Rio em pleno novembro, foram agraciados com um rápido banho de mangueira próximo ao palco.
Ninguém reclamou – afinal, o Green Day realmente fez o melhor show da sua temporada brasileira por aqui. Esperaremos mais sete anos pelo próximo?
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