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Porto Alegre, terça-feira, 28 de novembro de 2017.

Jornal do Comércio

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Edgar Lisboa

Repórter Brasília

Notícia da edição impressa de 29/11/2017. Alterada em 28/11 às 22h10min

Alckmin no controle

A decisão da cúpula do PSDB de buscar Geraldo Alckmin para ser o pré-candidato oficial à presidência do partido evitou, no mínimo, a implosão da legenda. O governador de São Paulo chega com força e terá o controle da máquina partidária tucana. Um dos desafios do pré-candidato ao Planalto é tentar recuperar votos que sempre foram dos tucanos e, hoje, estão mais perto do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ). Com o comando do partido, Geraldo Alckmin enfraquece também a eventual candidatura ao Palácio do Planalto do prefeito de São Paulo, João Doria. Alckmin chega com a bênção do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), e terá uma decisão difícil a tomar já na convenção do partido, dia 9 próximo: o rompimento ou não com o governo.
Candidatura forte
A deputada federal gaúcha Yeda Crusius (PSDB) comemora a solução encontrada pelo partido para fortalecer e apaziguar as forças tucanas em relação ao comando do PSDB. "Tudo encaminhado, estou feliz, temos a união." Segundo a deputada, "não tem ninguém dentro do PSDB que não queira uma candidatura forte em relação a Geraldo Alckmin." Na avaliação de Yeda, a definição da pré-candidatura une o partido para a convenção do dia 9 de dezembro, quando Alckmin será referendado como novo presidente. Para a deputada, uma candidatura forte para o Palácio do Planalto deve se iniciar bem antes de 2018. "A presidência do partido fortalece o candidato do PSDB à presidência da República. Estamos recebendo a proposta para convenção do partido, quando iremos começar a desenhar o plano de governo que o Brasil precisa."
Linha de tiro
Com a concordância para a caminhada ao comando tucano, Geraldo Alckmin entra na linha de tiro. Terá que se preocupar, com mais afinco, com a Lava Jato. Existe uma investigação contra ele que já foi para o Superior Tribunal de Justiça (STJ). Em uma das famosas planilhas da Odebrecht, ele é chamado de "santo". Porém, com a lentidão da Justiça, uma denúncia só deverá acontecer muito além de 2018.
Caminhoneiro autônomo
O deputado federal gaúcho Jones Martins (PMDB) reforça a cobrança junto ao governo federal, senadores e deputados para a criação de uma legislação específica para o caminhoneiro autônomo, visando melhorar as condições dos transportadores autônomos no País. Jones Martins tem argumentos: "nos últimos anos, grandes empresas passaram a controlar uma fatia importante do transporte rodoviário brasileiro, mas cerca de 46% a 50% do setor hoje é o sustento de caminhoneiros autônomos".
 
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