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Porto Alegre, quarta-feira, 25 de outubro de 2017.

Jornal do Comércio

Política

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crise no planalto

Alterada em 25/10 às 13h42min

Dificuldade de reunir quorum faz governistas temerem adiamento da votação

Folhapress
Mais de quatro horas depois da hora marcada para a abertura da sessão, a base de apoio a Michel Temer ainda nem chegou perto de reunir o quorum necessário para início da votação da segunda denúncia contra o presidente da República.
Só 258 deputados registraram presença em plenário até às 12h20. É preciso ao menos 342.
A oposição está esvaziando a sessão com o objetivo de adiar a votação e deixar Temer mais algumas semanas sob desgaste.
Mas vários parlamentares do governo também estão aderindo a esse movimento, o que preocupa aliados de Temer.
"Eu não sou oposição, mas o governo diz que vai tratar como oposição quem votar a favor da denúncia. Então o governo que chame a sua base para dar presença porque eu não vou registrar", diz o deputado Marcos Rogério (DEM-RO). "Assim como eu, vários estão fazendo isso."
O deputado se refere à ameaça do Palácio do Planalto de tratar como oposição todos aqueles que apoiarem a acusação do Ministério Público.
Deputados da ala independente do PSDB estão ajudando a oposição a esvaziar o plenário da Câmara.
O líder da bancada, Ricardo Trípoli (SP), é um dos que não apareceram até o meio-dia desta quarta (25).
O deputado Jutahy Junior (BA) chegou a entrar no plenário, mas não marcou presença no painel.
Ele já deixou o Congresso e disse que decidirá o que fazer até as 16h.
"Se eu achar que o adiamento da votação pode ajudar a tirar o Temer, não vou marcar presença. Mas também não quero ajudar chantagista a arrancar mais dinheiro do governo", disse.
A estratégia não é unânime entre os tucanos que votaram a favor da primeira denúncia contra Temer.
Deputados como Sílvio Torres (SP), Mariana Carvalho (RO) e Otavio Leite (RJ) prometem votar contra o presidente, mas já marcaram presença.
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