Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, terça-feira, 24 de outubro de 2017.

Jornal do Comércio

Política

COMENTAR | CORRIGIR

Funcionalismo

Notícia da edição impressa de 25/10/2017. Alterada em 24/10 às 20h59min

Municipários decidem manter greve em Porto Alegre

Carlos Villela, especial para o JC
A primeira reunião com o prefeito Nelson Marchezan Júnior (PSDB), nesta segunda-feira, no Paço Municipal, com os funcionários públicos municipais para tratar da greve, que já ocorre desde o dia 5 de outubro, aparentemente aumentou ainda mais a tensão entre a prefeitura e o funcionalismo.
Na assembleia do Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa) - que, nesta terça-feira, lotou a Casa do Gaúcho, no parque Harmonia -, a proposta do prefeito Marchezan de paralisar por 40 dias a tramitação na Câmara da Capital dos projetos de lei que modificam os planos de carreira e os benefícios dos servidores municipais foi vista como uma "provocação" e definida, por um dos funcionários que discursaram, como "uma emenda que ficou pior que o soneto".
O entendimento do Simpa é de que a proposta de negociação de Marchezan não dá nenhuma certeza de que as demandas dos servidores serão levadas em consideração, e que o fim da greve está condicionado à retirada dos projetos. Como o Executivo sinalizou que não pretende retirar em caráter definitivo os projetos, a assembleia aprovou, de forma quase unânime, a continuidade da greve.
As principais pautas discutidas na assembleia, além dos projetos do Executivo sobre os servidores, foram também a terceirização de serviços do Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae), a possível privatização da Carris e a postura de Marchezan e da administração municipal em relação aos servidores.
De acordo com Jonas Reis, diretor-geral do sindicato, a afirmação por parte do vice-líder do governo na Câmara, Luciano Marcantônio (PTB), de que "mais de 20" reuniões foram feitas com o Simpa é "pura mentira".
Quando a proposta de Marchezan para negociar a greve foi lida, os servidores presentes gritaram "retira", dando continuidade à demanda dos municipários para que os projetos saiam da pauta da Câmara Municipal. Servidores da área da educação ressaltaram que a greve continua na rede municipal, assim como os funcionários da área da saúde, que afirmam que grevistas do Hospital Presidente Vargas estão sendo vítimas de assédio moral por parte da direção.
A assembleia deliberou que, para esta quarta-feira, o ato de protesto vai começar às 8h, na frente do Hospital de Pronto Socorro (HPS); e, a partir dali, o grupo vai caminhar até a prefeitura, seguindo o trajeto pelo Túnel da Conceição. Na quinta, ficou marcado um ato em frente ao Hospital Presidente Vargas; enquanto, na sexta-feira, ocorrerá um "abraço" à Carris. A próxima assembleia do Simpa ficou agendada para a próxima segunda-feira.
No final da tarde desta terça, a assessoria de imprensa da prefeitura emitiu uma nota lamentando a decisão do Simpa, e disse que foi encaminhado um ofício reafirmando o compromisso do Executivo com as propostas firmadas na reunião de segunda-feira.
Ainda de acordo com a nota, a Procuradoria-Geral do Município e as pastas da Fazenda e de Gestão foram indicadas pelo prefeito para integrar o Grupo de Trabalho (GT) que debaterá os projetos; e agora vereadores e o Simpa devem apresentar suas indicações para participar do GT. Ainda segundo a nota, o ofício enviado ao Simpa deixa explícito que o Paço vai cumprir as decisões judiciais emitidas em relação aos dias de paralisação.
 
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia