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Porto Alegre, segunda-feira, 23 de outubro de 2017.

Jornal do Comércio

Política

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Mérito Aeronáutico

Notícia da edição impressa de 24/10/2017. Alterada em 23/10 às 22h43min

Michel Temer homenageia Raquel Dodge

Ministro Hélder Barbalho e a procuradora Raquel Dodge no ato de entrega da Medalha do Mérito Aeronáutico

Ministro Hélder Barbalho e a procuradora Raquel Dodge no ato de entrega da Medalha do Mérito Aeronáutico


JOSÉ CRUZ/AGÊNCIA BRASIL/JC
O presidente Michel Temer (PMDB) participou de cerimônia em comemoração ao Dia do Aviador e ao Dia da Força Aérea Nacional nesta segunda-feira. O evento, realizado na Base Aérea de Brasília, agraciou com a Imposição de Comendas da Ordem do Mérito Aeronáutico os ministros Torquato Jardim (Justiça), Helder Barbalho (Portos), Dyogo Oliveira (Planejamento) e Leonardo Picciani (Esportes) - este, exonerado na última sexta-feira para participar da votação em plenário da segunda denúncia contra o presidente na Câmara. Também recebeu a homenagem a procuradora-geral da República, Raquel Dodge. Temer, acompanhado do ministro da Defesa, Raul Jungmann, entregou as medalhas.
Criada em 1943, a Ordem do Mérito Aeronáutico é uma distinção concedida a militares da Força Aérea e das Forças Armadas Nacionais e Estrangeiras que tenham prestado serviços notáveis ou se distinguido em algum exercício de sua profissão; e aos cidadãos brasileiros que se destacaram nas áreas de atuação de serviço do País.
Foram entregues medalhas dos graus Grã-Cruz, Grande-Oficial, Comendador, Oficial e Cavaleiro. O senador Pedro Chaves (PSC-MS); deputados federais - como Rogério Rosso (PSD-DF), Bruna Furlan (PSDB-SP) e Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) - ; a ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Maria Thereza Rocha de Assis Moura; e o prefeito de Chapecó, Luciano José Bulligon (PSB), também receberam as condecorações. O número de homenageados chega a 196.
A cerimônia contou com desfile, banda e apresentação de caças da Força Aérea Brasileira (FAB). O presidente Temer não falou durante o evento. Em mensagem do governo, lida pelo cerimonial, foi relembrado o primeiro voo realizado por Santos Dumont, há 111 anos.
"Devemos merecida homenagem ao grande brasileiro que foi Santos Dumont, e aos homens e mulheres que garantem a vigilância dos nossos ares. São 22 mil km2 de área protegida, e mais 10 milhões km2 só no Atlântico".
Também foram comemorados os avanços, considerados estratégicos para o Brasil, com a aquisição do cargueiro KC-390, utilizado para "viabilizar novos investimentos e parcerias internacionais".
A avaliação é de que 2017 é um ano de "grandes realizações", ao pontuar o satélite de geolocalização que auxilia a FAB em um melhor monitoramento do território aéreo nacional.
"A FAB cumpre importante papel social. Por suas asas, populações inteiras recebem o apoio que precisam, como medicamentos. Mesmo além das fronteiras, as Forças Aéreas marcam a presença do Brasil levando ajuda humanitária a quem precisa."
"Somos uma Nação agradecida. Que todos os representantes da FAB sigam sendo exemplo de honradez no cumprimento de sua ação", acrescentou.

Governistas apostam em vitória no plenário

Na semana da votação da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB) no plenário da Câmara, líderes governistas demonstram otimismo e falam em um resultado mais expressivo desta vez. Nas contas da "tropa de choque" de Temer, é possível alcançar de 270 a 280 votos a favor do parecer que pede o arquivamento da denúncia por obstrução de Justiça e organização criminosa.
Faltando dois dias para a votação, os governistas concentram agora os esforços de convencimento em 30 parlamentares "mais problemáticos", que seriam de diversos partidos da base aliada. O grupo é formado por aliados que cobram cargos e a liberação de emendas. Como algumas demandas são ainda da votação da reforma trabalhista, o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha (PMDB), que é um dos denunciados, entrou diretamente na articulação para resolver as emendas pendentes. "Não são (deputados) contra o governo, só querem uma determinada obra", disse o vice-líder do governo na Câmara, Beto Mansur (PRB-SP) - que, desde sábado, está ligando para aliados para sentir o "termômetro" da base.
Na contabilidade de Mansur e do vice-líder do PMDB, Carlos Marun (MS), é possível superar os 263 votos favoráveis ao governo na primeira denúncia, porque o cenário é de desconfiança em relação ao conteúdo do segundo pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e porque a economia vem dando sinais positivos. "O cara que já votou (com Temer) vai votar de novo, já teve o desgaste na primeira denúncia", afirmou Mansur.
Oficialmente, o governo não conta com os votos do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que presidirá a sessão; e do presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), que, na última sessão, também se absteve. "Acho que o resultado será melhor que a votação passada", prevê Mansur.
A oposição rebate o clima de otimismo dos governistas e calcula que o governo teria no máximo entre 225 e 230 votos. Nos bastidores, parlamentares contam que os aliados estão até dispostos a marcar presença no dia da votação para garantir a abertura da sessão, mas que alguns estão propensos a se abster.
Embora a abstenção também ajude o placar do governo (por impedir que a oposição alcance os 342 votos favoráveis ao prosseguimento da denúncia), a meta dos parlamentares governistas é superar a votação da primeira denúncia.
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