Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, domingo, 15 de outubro de 2017. Atualizado às 21h26.

Jornal do Comércio

Política

COMENTAR | CORRIGIR

Eleições 2018

Notícia da edição impressa de 16/10/2017. Alterada em 15/10 às 20h49min

Federasul lança projeto para formar lideranças na área política

Somos a elite e temos grandes responsabilidade, afirma Simone Leite

Somos a elite e temos grandes responsabilidade, afirma Simone Leite


FREDY VIEIRA/JC
Bruna Suptitz
Por muito tempo o empresariado gaúcho foi omisso com a participação política, e o resultado se reflete na crise que atinge diferentes setores da economia. A avaliação é da presidente da Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande Sul (Federasul), Simone Leite. A dirigente defende como uma das bandeiras da sua gestão que representantes da classe produtiva ocupem postos de decisão - seja na política representativa do setor público, seja em espaços deliberativos em entidades de classe, associativas ou dentro das próprias empresas. A partir dessa percepção surgiu o projeto Escola de Líderes, encabeçado pela Federasul em parceria com a Universidade La Salle. Com lançamento realizado no evento Tá na Mesa da semana passada, se inicia no próximo dia 21 de outubro em Porto Alegre, o Curso Liderança Política. Para colocar a ideia em prática, Simone conta que enfrentou resistência de setores dentro da federação, cujo estatuto vetava relação com temas políticos. Essa norma foi alterada.
"Não devemos mais ter preconceito de falar das elites. Somos a elite e temos grandes responsabilidades, queremos influenciar para que o Rio Grande do Sul seja mais próspero, ofereça condição para todos", avalia. Filiada ao PP e com currículo que se divide entre atuação na iniciativa privada e no setor público, Simone evita associar a sua experiência com a iniciativa e justifica: "a política faz parte das nossas vidas, não podemos negá-la. Ocupar espaços dentro de partidos políticos faz parte dessa organização".
Sem encontrar no mercado um modelo ao menos próximo do que esperavam para essa formação de lideranças, a saída para a Federasul foi elaborar o próprio curso, buscando suporte técnico e teórico na academia. Iniciativas semelhantes podem ser observadas em nível nacional, com a crescente participação da classe empresarial no financiamento de fundos ou estudos de formação política. No início deste mês foi lançado um movimento com o nome Renova Brasil, no qual empresários financiarão bolsas de estudos para pessoas que pretendam se candidatar na próxima eleição.
Essa não é a ideia atual da Federasul, mas Simone adianta que a entidade pensa em ampliar a proposta atualmente oferecida. Mesmo ressaltando que o propósito do curso é capacitar pessoas para ocupar espaços de liderança em qualquer frente do setor público ou privado, a gestora pondera que, num viés mais imediato, a pretensão é ocupar espaços a partir da eleição de 2018.

Iniciativa introduzida em Porto Alegre deve ser ampliada para outras cidades

A crítica que se faz a políticos mal preparados, seja em cargos de gestão ou mesmo nos espaços legislativos, também motivou a iniciativa que a Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande Sul (Federasul) e a Universidade La Salle colocam no mercado por meio da Escola de Líderes.
A primeira turma, que contará com 25 alunos, já está formada, atendendo ao objetivo de capacitar empresários que atuam com o setor produtivo do Estado. O professor Márcio Michel, coordenador da pós-graduação Lato Sensu e dos cursos de extensão da La Salle, explica que este não é um delimitador de público, mas a divulgação da Federasul acaba atraindo pessoas da área.
Michel também explica que o currículo do curso não atende apenas a conceitos vinculados à direita ou à centro-esquerda. "Precisamos amadurecer esse aluno, para que ele não defenda uma corrente única sem conhecer as demais", sustenta.
O grupo pioneiro de alunos terá aulas com temas que variam desde as formas de governo até como preparar um discurso e falar em público. "Em longo prazo, até 30 de junho (previsão de encerramento desta turma), teremos pessoas bem mais preparadas para concorrer a cargos eletivos", defende Michel.
A presidente da Federasul, Simone Leite, explica que a escola apresenta duas propostas: oferecer formação continuada e encontros de um dia com temas específicos (coaching). Além da turma que inicia as aulas no dia 21 de outubro, com encontros quinzenais aos sábados, a intenção é realizar um curso intensivo no mês de janeiro, e também levar a proposta para centros acadêmicos do Interior.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia