Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, segunda-feira, 09 de outubro de 2017. Atualizado às 23h01.

Jornal do Comércio

Política

COMENTAR | CORRIGIR

CASO JBS

Notícia da edição impressa de 10/10/2017. Alterada em 09/10 às 22h55min

Raquel Dodge quer manter Joesley e Saud presos preventivamente

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, defendeu a manutenção das prisões de Joesley Batista e Ricardo Saud, executivos da JBS.
Em dois documentos enviados, na noite de sexta-feira passada, ao Supremo Tribunal Federal (STF), Dodge afirma que há risco de que eles fujam ou atrapalhem as investigações. Ela aponta também a possibilidade de que eles voltem a cometer crimes.
Em 14 de setembro, o ministro Edson Fachin, relator do caso JBS no Supremo, converteu a prisão de Batista e de Saud de temporária (5 dias) para preventiva, sem prazo definido.
Para Dodge, a liberdade de Joesley e Saud oferece risco às investigações, pois eles são suspeitos de ocultar fatos e de sonegar provas que comprometem outras pessoas.
"É irretocável a sua anterior decisão, que, antes de deferir a prisão temporária do ora agravante, determinou a suspensão cautelar da eficácia do acordo de colaboração premiada previamente firmado", escreveu.
Segundo a procuradora-geral, "estão presentes os pressupostos e requisitos indispensáveis à decretação da prisão preventiva, sendo esta necessária a garantir a ordem pública (evitar reiteração delitiva) e por conveniência da instrução penal (risco de destruição ou ocultação de provas)".
"Necessária, portanto, a prisão preventiva também para proteção da ordem pública, em vista da gravidade em concreto dos crimes em apuração, da personalidade do agente e da necessidade de prevenir a reiteração delitiva, já que o esquema criminoso é sistêmico."
Dodge destaca que os executivos têm dinheiro para fugir do País. No caso de Saud, ela ressalta que ele possui cidadania paraguaia e que não havia contado aos procuradores que tem uma conta bancária no Paraguai.
Ela destaca que as decisões pelas prisões preventivas foram feitas de maneira correta, uma vez que seu antecessor, Rodrigo Janot, rescindiu os acordos de delação de Batista e Saud.
Tanto para Rodrigo Janot como para a procuradora Raquel Dodge, houve descumprimento de uma cláusula do acordo de delação que trata de omissão de má-fé, o que justificou rever os benefícios.
O centro da crise da delação da JBS é uma gravação, datada de 17 de março, em que Joesley e Saud falam de possível atuação do ex-procurador Marcello Miller no acordo de delação quando ainda atuava no Ministério Público - este deixou o cargo oficialmente em 5 de abril.
Dodge diz que, em nenhum momento, os delatores contaram ter sido instruídos por Miller durante as negociações do acordo. 
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia