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Porto Alegre, terça-feira, 10 de outubro de 2017. Atualizado às 15h36.

Jornal do Comércio

Política

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Separatismo

Notícia da edição impressa de 09/10/2017. Alterada em 09/10 às 11h40min

'Sim' vence plebiscito sobre separação de estados do Sul

Porto Alegre registrou pequenas filas nos locais de votação

Porto Alegre registrou pequenas filas nos locais de votação


PATRÍCIA COMUNELLO /ESPECIAL/JC
Patrícia Comunello
Atualizada às 11h30min de 9/10/2017 
Mesmo sem apuração 100% concluída, o 'sim' deve sair vitorioso na consulta informal sobre a proposta de separar os três estados do Sul - Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná - do restante do Brasil para criar um novo país. O Plebisul 2017, como é chamado pelo movimento O Sul é Meu País, foi realizado no sábado (7) em quase mil municípios da região. Até as 11h30min desta segunda-feira (9), o apoio à separação vencia com 96% dos votos, somando 330 mil pessoas. Os contrários somavam 13,3 mil votos. 
A apuração atingia quase 84% das 1.611 urnas da consulta às 11h30min. O movimento pretendia atrair 2 milhões pessoas no sábado. Mas pela apuração o número deve ficar muito abaixo disso. Somando apoiadores e contrários, são menos de 350 mil participantes. 
Este é o segundo plebiscito que o grupo realiza em 12 meses. O primeiro foi em 1 de outubro de 2016, ocasião em que o sim venceu com 96% dos mais de 600 mil votos que teriam sido postados. A consulta não tem validade por não ser registrada na Justiça Eleitoral e descumpre preceitos da Constituição Federal.
Segundo a coordenação do movimento, a intenção é fomentar o debate da proposta. O maior argumento em prol da separação é que a região Sul gera riquezas que são depois distribuídas com desigualdades no retorno aos estados. Também há críticas sobre a representação política no Congresso Nacional.
Em Porto Alegre, foram quase 40 pontos de captação de votos, em cédulas de papel com a pergunta sobre a separação. Além disso, o movimento coletou apoios a projetos de iniciativa popular a serem protocolados nas Assembleias Legislativas dos estados do Sul para a convocação de plebiscitos oficiais. As pessoas foram aos pontos, chegando a formar fila.
Constitucionalistas observam que este tipo de proposição não poderia tramitar por ferir a Carta Magna. O presidente do Conselho Fundador da Academia Brasileira de Direito Constitucional (ABDC), Flavio Pansieri, esclarece que a possibilidade de separação não está prevista na Constituição do Brasil. Um princípio rege a unidade entre os entes federativos e a união e está expresso no artigo 18 da carta. "Não há dentro do ordenamento jurídico previsão para regiões se determinarem autônomas", explica Pansieri, lembrando que um movimento como este que não tenha "um consenso institucional", pode ser reprimido pelas forças armadas, que zelam pelo cumprimento da Lei de Segurança Nacional.
Em março deste ano, um dos integrantes do movimento participou do programa de webvídeo Politiquim. 
> Assista ao vídeo e saiba mais o que inspira o movimento:
 
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Comentários
Jorge 10/10/2017 14h41min
Sugestão. Destinar a cada unidade da federação os recursos necessários para atender adequadamente as suas atribuições. Exemplo: União - Imposto sobre movimentações e operações financeiras. Estados - Imposto sobre a venda de produtos e serviços. Municípios - Imposto sobre bens imóveis. Previdência - Contribuição previdenciária individual. "Simples, três impostos e uma contribuição".
Fabio 10/10/2017 11h33min
Irmandade com os povos de SC e PR. Vai ser um pais sensacional. Menor, com gente trabalhadora e com educacao, sem brasil. ta na hora!
Fabio 10/10/2017 11h29min
Ta na hora. E digo mais, deveria ser sem plebiscite. Declara independencia e vamos segurar o rojao. Tem que ser assim, senao nao sai nunca. Qual o proximo passo? Capital, Florianopolis!
miguel antonio sulzbach 09/10/2017 19h11min
Pessoal, saiam do sonho ! Num país chamado Brasil temos só 8 Estadosnque produzem realmente. O resto só fica esperando os recursos da nunião.nO RS é um dos que produz, mas está quebrado devido ao alto custo danmáquina do Estado. São pessoas que ganham mais na aposentadoria do que quando trabalhavam. Qual o sistema econômico no mundo quengasta mais com os aposentados do Estado do que com os da ativa !!nNão adianta separar se o problema está aqui mesmo. A miséria de muitos para garantir os ricos.
Fabio Schubert 09/10/2017 17h20min
Viajo pelos 3 estados da região sul e nunca e em nenhuma conversa ouvi, li, ou percebi o interesse dos seus em querer criar um novo país, somente aqui no RS se bate nesta tecla a décadas. Acordemos de sonhos e passemos a viver e nos dedicar a realidade.
LUIS CLAUDIO FONSECA 09/10/2017 14h28min
O RIO GRANDE É MEU PAIS. SEM CATARINENSES NEM PARANAENSES, CAPITAL EM PASSO FUNDO, TCHÊ ! SÓ O RIO GRANDE E MAIS NINGUÉM . POVO POLITIZADO, MODERNO E CONECTADO COM O MUNDO !!!
José E. Elias 09/10/2017 10h44min
Como curitibano, repito que a capital do novo país tem que ser a capital do estado de Santa Catarina, por reunir mais condições, inclusive de logística, que é o grande entrave dos demais estados. Como exemplo, há o fato de seus portos não terem no retro porto um aeroporto de porte para que cargas aerotransportadas, como produtos de TI, que sejam mais facilmente escoadas e com menor custo isso ocorre nos Estados Unidos e Europa, também na Ásia.nNão sou bairrista, acho o bairrismo um sentimento menor, que nos tolhe a visão, por isso, creio essa união impossível. Os gaúchos deveriam seguir apenas com seu estado eles não têm condições históricas de fazerem parte da união pretendida. É o estado do sul, o mais atrasado não tem estradas, sua economia está destruída e seria um fardo para os demais. nEntendo que o povo gaúcho é autossuficiente e em pouco tempo haveria desentendimento que poria por terra qualquer plano de desenvolvimento, pois, eles quereriam estar sempre no comando da nova nação. n
Pablo 09/10/2017 08h09min
E qual o proximo passo? Eu ja participei de umas 3 pesquisas dessas, inclusive naquela do Irton Marx, e nao vi nada passar de um plebisicito. A gente vai baixar a cabeca na primeira tentativa do governo federal e da globo de tentar ridicularizar ou parar a gente? Vamos la, ta na hora de levar a coisa adiante!
Sebastião Soares Neto 09/10/2017 07h08min
Segundo essa mesma lógica dos constitucionalistas, não poderíamos ter acabado com a escravidão. É ridículo que as pessoas achem que só porque está escrito em um papel está certo, é ético, é moral, ou algo do tipo. Lembrem-se que é um mero documento escrito por burocratas de Brasília que querem parasitar naqueles que produzem.