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Porto Alegre, domingo, 08 de outubro de 2017. Atualizado às 22h30.

Jornal do Comércio

Política

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PESQUISA DATAFOLHA

Notícia da edição impressa de 09/10/2017. Alterada em 08/10 às 21h03min

Aprovação do governo João Doria cai 10 pontos percentuais na avaliação popular

Para 45%, Geraldo Alckmin é preferido dos eleitores

Para 45%, Geraldo Alckmin é preferido dos eleitores


FREDY VIEIRA/JC
Pesquisa Datafolha divulgada neste domingo mostra que o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), viu despencar quase em 10 pontos percentuais a aprovação de sua administração. Trata-se da primeira pesquisa realizada pelo instituto desde que o nome do tucano começou a ser aventado com mais força e a ser foco de articulação política para a candidatura presidencial nas eleições de 2018. Os resultados apontam, pela primeira vez desde o início do mandato dele, a avaliação regular superando a positiva.
Além disso, a pesquisa mostra que os eleitores preferem o governador Geraldo Alckmin como o candidato à presidência pelo PSDB. Para 45%, ele é a melhor opção, enquanto 31% apontam Doria como o preferido. Descartam ambos os nomes 20% dos ouvidos.
Agora, a gestão do prefeito apresenta a aprovação de 32% dos ouvidos, contra 41% obtido em junho, enquanto 26% rejeitam a administração, um número que registrou aumento. Quatro meses atrás, 22% a classificaram como ruim ou péssima. Já 40% dos paulistanos ouvidos avaliam o governo como regular entre os paulistanos. Antes, este percentual era de 34%. A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais para mais ou para menos. Foram ouvidas 1.092 pessoas de 4 a 5 de outubro.
Entre os entrevistados, 37% acham que Doria será candidato a presidente, contra os 21% de junho. A pesquisa mostra também que 58% demonstram a preferência de que ele siga na prefeitura, e apenas 10% almejam que ele lance a candidatura à presidência ou ao governo do estado (15%). Outro número desfavorável ao prefeito é que só 18% declararam que votariam com certeza nele para o Palácio do Planalto ou para suceder Geraldo Alckmin (26%).
Já a rejeição é grande: 55% dizem que não votariam nele de forma alguma para o Executivo nacional, enquanto outros 24% cogitariam o voto nele. Quando analisamos o quadro de uma isputa para o governo do estado de São Paulo, os índices caem para 47% e 26%, respectivamente. 
 

Tucano culpa 'herança do PT' por queda na aprovação de seu governo

O prefeito São Paulo, João Doria, responsabilizou a administração anterior, do petista Fernando Haddad, pela sua avaliação em queda. No primeiro levantamento do instituto Datafolha após Doria ampliar a agenda de eventos em busca de apoio a uma eventual candidatura à presidência, o tucano teve queda de quase 10 pontos percentuais na aprovação de sua gestão.
"É importante respeitar pesquisa, eu respeito pesquisa. Estamos com nove meses de gestão à frente da prefeitura de São Paulo, sem recursos. Temos R$ 7,5 bilhões de deficit no orçamento da prefeitura (em relação ao orçamento anterior), que foi herança do PT, que nos deixou esse rombo", disse o prefeito.
Com pouco mais de nove meses à frente da administração da capital paulista, Doria tem 32% de aprovação, 26% de rejeição e 40% de avaliação regular entre os paulistanos. Em junho, o prefeito tinha 41% de ótimo/bom, 22% de ruim/péssimo e 34% de regular. É a primeira vez que a avaliação regular supera a positiva desde janeiro.
Entre os entrevistados pelo Datafolha, 37% acham que Doria será candidato a presidente, contra 21% em junho. Apesar disso, 58% preferem que ele permaneça na prefeitura, e somente 10% torcem para João Doria se torne candidato à presidência.

Haddad usa ironia para responder aos ataques do prefeito

O ex-prefeito Fernando Haddad (PT) usou uma frase do governador Geraldo Alckmin (PSDB) para responder aos ataques do prefeito João Doria (PSDB). Neste domingo, o prefeito atribuiu à herança financeira da gestão petista o motivo da queda de sua avaliação positiva na mais recente pesquisa Datafolha.
"Eu aprendi com o pai de um conhecido meu, que no dia de hoje deve estar muito feliz, que, quando não puder falar bem, é melhor não dizer nada", disse Haddad. O ex-prefeito faz menção direta a uma declaração de Alckmin à Rádio Bandeirantes, no mês passado.
Na ocasião, foi questionado se havia incômodo por ter sido padrinho da carreira política de Doria, em 2016, já que ambos travam agora uma disputa interna no PSDB para a escolha do candidato do partido para as eleições presidenciais do ano que vem. "Uma vez o meu pai me falou: 'Lembre-se sempre de Santo Antônio de Pádua. Quando não puder falar bem, não fale nada'."
Publicada neste domingo, pesquisa Datafolha mostra uma piora relevante na avaliação de Doria à frente da prefeitura. O tucano despencou quase 10 pontos percentuais na aprovação de sua administração. O prefeito tem 32% de aprovação, 26% de rejeição e 40% de avaliação regular entre os paulistanos. Há quatro meses, Doria pontuava 41% de ótimo/bom, 22% de ruim/péssimo e 34% de regular.
Com margem de erro de três pontos para mais ou menos, entre os 1.092 entrevistados de 4 a 5 de outubro, a curva é francamente desfavorável ao prefeito: fora do empate técnico em todas as simulações. Pela primeira vez, a avaliação regular supera a positiva desde que sua gestão começou, em janeiro.
Na manhã deste domingo, ele culpou diretamente a gestão do antecessor. "Estamos com nove meses de gestão à frente da prefeitura de São Paulo, sem recursos. Temos R$ 7,5 bilhões de deficit no orçamento da prefeitura. Que foi herança do PT, que nos deixou esse rombo", disse Doria.
O relatório do Tribunal de Contas sobre as contas de 2016, a última de Haddad, diz que o caixa bruto da prefeitura no fim do ano passado era de R$ 5,34 bilhões.
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