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Porto Alegre, terça-feira, 07 de novembro de 2017.

Jornal do Comércio

Opinião

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Notícia da edição impressa de 27/10/2017. Alterada em 26/10 às 21h12min

Parklets e a vida urbana inteligente

Paulo Henrique Rodrigues
As cidades são organismos vivos, em constante transformação, e a maneira como as construímos e buscamos o progresso influencia nossa qualidade de vida.
Porto Alegre assiste atualmente a um dilema importante sobre a vida urbana. Seguindo o arquiteto e urbanista dinamarquês Jan Gehl, o enriquecimento do desenho urbano deve ser pensado a partir da escala humana. Nesse contexto, a prioridade dada aos carros é um dos principais inimigos.
É preciso levar em conta o convívio social, permitindo humanizar e repensar o ambiente. A decisão da prefeitura de Porto Alegre autorizando a instalação de parklets é exemplo de intervenções práticas e viáveis nessa direção. Se trata de espaços de lazer para pedestres que agregam decks, utilizando até duas vagas de estacionamento.
A ação foi experimentada com sucesso em São Francisco e Nova Iorque, onde constatou-se que a perda de duas vagas é amplamente compensada pelo aproveitamento de até 250 usuários diários.
Podemos considerar que a medida é redefinição de algo consolidado, a ressignificação de um comportamento, o que abre precedente para questionarmos outras verdades, até então absolutas: a malha urbana de Porto Alegre não teria potencial para oferecer quadras exclusivamente peatonais, com segurança e uso misto de comércio/habitação e serviços? A rua, afinal, não deveria ser somente lugar de trânsito para pedestres ou carros, mas sim um espaço de convívio.
Nos permitindo ir além: não seria possível um planejamento urbano que atenda às características específicas de cada bairro? Na Capital identificamos conjuntos de imóveis que configuram a vocação, história e estilo de vida do lugar em que estão inseridos. Cidade Baixa, Petrópolis, Menino Deus e Moinhos de Vento são alguns deles.
Planos locais poderiam estimular a sensação de pertencimento e preservar a memória coletiva. Aliado a isso, um melhor planejamento do poder público incentivando o restauro e a preservação do patrimônio histórico em focos escolhidos seria estrategicamente positivo.
Presidente da Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura (Asbea-RS)
 
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Comentários
Vanessa Falcão Amorim 07/11/2017 01h33min
Boa noite, em Porto Alegre, a ONG TodaVida auxiliou na legislação para a criação dos parklets e ainda implantou o 1º Parklet de Porto Alegre, a VagaViva, na frente da Factum, vocês podiam passar lá e conhecê-lo (perto da praça da matriz, na frente do hotel da praça).
Lígia Miranda 06/11/2017 21h14min
A ONG TODAVIDA fez o primeiro parklet da cidade, chamado de Vaga Viva, dentro de todas as normas estabelecidas pela prefeitura e foi em conjunto com os técnicos municipais. Fizemos mais de 30 reuniões com a prefeitura para chegarmos ao projeto final. Foram feitos vários experimentos e este ano alteramos o que não ficou tão bom. A vaga viva tem vegetação, bicicletário, separação do lixo e é muito utilizada por todos os vizinhos, inclusive com shows. Gostariamos de uma reportagem do jornal.Obrigada.
Suzana Azevedo 28/10/2017 01h08min
Porto Alegre tem um parklet desde agosto de 2016 em frente a Escola Factum, no centro histórico. Foi executado como experimento pela ONG Todavida, com aprovação de todas as Secretarias. Recebeu a denominação de Vaga Viva justamente por ocupar vaga de 2 carros para as pessoas. Vale a pena conhecer!