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Porto Alegre, quarta-feira, 25 de outubro de 2017.

Jornal do Comércio

Opinião

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editorial

Notícia da edição impressa de 26/10/2017. Alterada em 25/10 às 22h36min

A importância do debate sobre as novas criptomoedas

Desde a popularização mundial da internet, novas possibilidades de uso da tecnologia são cada vez mais ofertadas. O avanço de telefones inteligentes - os chamados smartphones, verdadeiros computadores de mão - acelerou esse processo, com a criação de aplicativos a serem usados em grande escala e em diferentes pontos do planeta.
Evidentemente, também se abriram outras iniciativas de porte ultralocal, regional, nacional, continental... O fato é que as comunicações se facilitaram como nunca, de forma global e irreversível. Assim, uma das consequências é que as mudanças acontecem em todos as áreas.
Neste mundo em constante transformação, em que novas informações são publicadas a todo instante, também há alterações no âmbito financeiro. Cada vez mais, o papel é substituído por transações on-line, o que pode ser visto diariamente em qualquer comércio ou serviço, onde a maior parte dos pagamentos ocorre com cartão ao invés de dinheiro em papel ou mesmo o já pouco usado cheque.
Gradativamente, já se dispensa até o uso de cartões, com aplicativos que permitem compra e venda através do celular. E isso não está restrito a contas de luz ou telefone. Acontece, inclusive, no caixa de um restaurante ou posto de combustíveis, por exemplo, com os valores devidamente creditados após o consumo, o que, pouco a pouco, vai derrubando desconfianças pela falta de algo físico, como o papel ou a máquina de cartão.
Nesse contexto, um termo que ganha espaço é fintechs, empresas (startups) que criam inovações na área de serviços financeiros, com processos baseados em tecnologia.
E o cenário para o investidor e poupador também muda, com mais opções no mercado financeiro. Outro termo novo que já se ouve com certa frequência nesse meio é bitcoin, a mais conhecida das 700 criptomoedas que existem no mundo.
Além de despertar curiosidade, geram até entusiasmo em investidores pioneiros e, evidentemente, muitas dúvidas entre os que ouvem falar do assunto. Tal como Uber e Airbnb, é uma iniciativa considerada disruptiva, nesse caso, ao sistema financeiro tradicional.
Idealizadas no final da década passada, após a derrocada dos mercados com a crise financeira de 2008, as criptomoedas funcionam através de transferências de pessoa a pessoa. Os valores são repassados de um país a outro sem usar o sistema bancário, sem pagar taxas.
A tecnologia usada nas moedas digitais é o blockchain, conjunto de blocos encadeados e conectados um a um seguindo uma lógica matemática, ou seja, não são independentes. Funciona como um livro de registros digital. A valorização do bitcoin, cotado a R$ 18.754,34 ontem, gera entusiasmo e questionamentos sobre o futuro.
Com o crescente interesse nas criptomoedas, o Jornal do Comércio promoveu um debate sobre o tema, cuja cobertura completa está publicada nesta edição e no site. O JC também passou a divulgar a cotação do bitcoin nos seus indicadores econômicos, nas edições impressa e on-line.
Um dos pontos salientados por especialistas é a volatilidade da moeda digital. Há também questionamentos sobre o lastro, pela falta de intermediários. As transações são individuais e não há a figura de um banco central. A validação de cada transação é feita por um consenso coletivo de milhares de computadores interligados.
Enfim, é um tema novo e que merece ser acompanhado neste momento de transformações.
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