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Porto Alegre, segunda-feira, 23 de outubro de 2017.

Jornal do Comércio

Internacional

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Eleições

Notícia da edição impressa de 24/10/2017. Alterada em 23/10 às 21h00min

Macri amplia poder no Congresso

'Hoje, não ganhou um grupo de candidatos nem um partido; ganhou a certeza de que podemos mudar a história', discursou Mauricio Macri

'Hoje, não ganhou um grupo de candidatos nem um partido; ganhou a certeza de que podemos mudar a história', discursou Mauricio Macri


/CLAUDIO PERIN/AFP/JC
O governo do presidente Mauricio Macri obteve, no domingo, um amplo respaldo popular nas eleições legislativas da Argentina. Com isso, ele poderá avançar no Congresso com uma série de reformas importantes e também reforçar sua posição para disputar a reeleição em 2019. Também no domingo, a ex-presidente Cristina Kirchner, opositora de Macri, garantiu uma vaga no Senado.
O grupo de Macri se impôs em Buenos Aires, o distrito mais populoso, que concentra 40% do eleitorado, bem como em outras províncias de forte peso eleitoral, como Córdoba, Santa Fe e Mendoza, segundo os primeiros resultados oficiais difundidos pelo Ministério do Interior. "Hoje, não ganhou um grupo de candidatos nem um partido; hoje, ganhou a certeza de que podemos mudar a história para sempre", afirmou Macri durante a comemoração.
Em Buenos Aires, a coalizão governista Cambiemos ganhava ontem com 41,39%, contra 37,24% da Unidad Ciudadana, de Cristina Kirchner, que governou o país entre 2007 e 2015. Ainda assim, o segundo lugar garantiu uma vaga no Senado para a ex-líder.
Na disputa, foram eleitos 24 dos 72 senadores e 127 dos 257 deputados. O resultado mais forte dos governistas ocorreu na capital, onde Elisa Carrió obtinha 50,93% dos votos contra 21,74% da sigla kirchnerista Unidad Porteña.
"Somos a geração que está mudando a história", afirmou Macri. "Quero convidá-los a seguir percorrendo a aventura da transformação. Juntos somos capazes de fazer coisas impossíveis. É possível. Não vamos relaxar", discursou.
Os governistas aumentaram sua presença no Congresso. Embora não chegue a ter maioria, Macri ganha força para tocar reformas importantes, como a trabalhista, a fiscal e a do sistema político. Segundo o presidente, essas medidas permitirão que o país ganhe mais previsibilidade ante investidores estrangeiros, o que gerará condições para um crescimento econômico sustentado. Os resultados ainda reforçam a posição de Macri para a disputa presidencial de 2019, enquanto a oposição continua fragmentada e sem uma liderança clara.
Ontem, ainda comemorando a vitória, o presidente anunciou uma elevação média de cerca de 10% nos preços dos combustíveis. Embora o fato possa ser elogiado por economistas que defendem a redução nos subsídios e no déficit fiscal, o momento da decisão deve ser alvo de críticas na arena política.
Cristina, por sua vez, ganha com a vaga no Senado também imunidade na Justiça, em meio a processos por suposta corrupção durante sua presidência. Governistas e alguns oposicionistas disseram há alguns dias que pretendem apelar à Justiça para tentar impedir a posse da ex-presidente por causa dos processos contra ela.
 
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