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Porto Alegre, domingo, 15 de outubro de 2017. Atualizado às 21h26.

Jornal do Comércio

Internacional

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Terrorismo

Notícia da edição impressa de 16/10/2017. Alterada em 15/10 às 19h27min

Atentado duplo mata mais de 230 pessoas na Somália

Presidente do país, Mohamed Abdullahi Mohamed, acusou rebeldes do grupo Shebaab pelo ato

Presidente do país, Mohamed Abdullahi Mohamed, acusou rebeldes do grupo Shebaab pelo ato


/MOHAMED ABDIWAHAB/AFP/JC
Um caminhão-bomba explodiu em uma área movimentada e próxima ao Ministério de Relações Exteriores em Mogadíscio, capital da Somália, no sábado. Dezenas de prédios foram afetados e vários veículos pegaram fogo. Algumas horas depois, uma segunda explosão foi registrada no bairro de Medina. Até a tarde de ontem, 231 mortes haviam sido confirmadas e mais de 275 pessoas ficaram feridas.
Na noite de sábado para domingo, equipes de resgate com tochas procuraram sobreviventes nos escombros do Hotel Safari, próximo de onde a primeira bomba explodiu. O muro e os portões de ferro do hotel foram completamente destruídos. "É difícil ter um número (de mortos) preciso, porque os corpos foram levados para hospitais diferentes e alguns foram retirados dos locais das explosões diretamente por seus familiares para serem enterrados", disse Ibrahim Mohamed, um chefe de polícia. Para ele, trata-se do pior atentado que o país já teve.
O governo chamou o episódio de "desastre nacional". "Eles não se importam com as vidas do povo somali, de mães, pais e crianças", disse o primeiro-ministro Hassan Ali Khaire. "Eles atacaram a área mais populosa de Mogadício, matando apenas civis".
Nenhum grupo reivindicou o ataque, mas o governo somali, que é respaldado pela comunidade internacional, culpou os rebeldes Shebaab, um grupo embrião da Al-Qaeda que executa com frequência ataques suicidas na capital em sua luta contra o governo. "É um ataque horrível perpetrado pelo Shebaab contra civis inocentes, que não foi dirigido contra os responsáveis pelo governo somali. Isso mostra a falta de piedade desses elementos violentos, que atacam sem distinção pessoas inocentes", disse o presidente  Mohamed Abdullahi Mohamed em um discurso televisionado.
Os shebaab foram expulsos da capital há seis anos por tropas somalis e da União Africana. Com o passar dos anos, perderam o controle das principais cidades do Sul do país. Os rebeldes, porém, continuam controlando as zonas rurais e executam ataques contra os militares, o governo e alvos civis, assim como ataques terroristas no Quênia.
O presidente da Somália, Mohamed Abdullahi Farmaajo, declarou três dias de luto nacional e pediu à população que doasse sangue para o tratamento dos feridos. Hospitais estão tendo dificuldade para tratar as centenas de feridos, muitos com queimaduras graves que impossibilitam sua identificação por familiares.
"O hospital está sobrecarregado tanto com os feridos quanto com os mortos. Nós recebemos pessoas que perderam membros na explosão. É realmente terrível, algo diferente de tudo que já vivemos" disse o médico Mohamed Yusuf, diretor do hospital de Medina.
As explosões aconteceram dois dias depois das renúncias do ministro da Defesa e do comandante do Exército, que não explicaram seus motivos para deixarem os cargos.
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