Porto Alegre, terça-feira, 17 de outubro de 2017. Atualizado às 19h21.

Jornal do Comércio

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MOINHOS DE VENTO

Notícia da edição impressa de 18/10/2017. Alterada em 17/10 às 15h18min

Centro de Cardiologia do hospital é remodelado

O Hospital Moinhos de Vento reinaugurou o seu Centro de Cardiologia no dia 28 de setembro, véspera do Dia Mundial do Coração. Com investimento de R$ 2,2 milhões, a unidade, localizada no terceiro andar da instituição, foi totalmente remodelada. Consultórios e leitos foram ampliados; setores, modernizados; e adaptações na estrutura interna proporcionam maior comodidade e privacidade de pacientes, familiares, médicos e colaboradores. Diariamente, mais de 250 pessoas são atendidas no setor. Por mês, são 2,2 mil consultas.
Também foi redesenhado o atendimento de enfermagem na angiografia, para garantir maior segurança e qualidade ao atendimento. A sala de recuperação de angiografia passou de cinco para nove leitos. Uma área específica para controle de equipamentos médicos, órteses e próteses foi implementada para acompanhamento pleno do processo. A otimização dos laboratórios para laudos de exames cardiológicos também faz parte da mudança.
A superintendente médica adjunta e chefe do Serviço Médico de Cardiologia do Hospital Moinhos de Vento, Carisi Polanczyk, afirma que a instituição também está ampliando a capacidade de realização de exames, que hoje ocorrem diariamente. "Já realizamos muitos exames, cerca de 5 mil por mês, mas vamos tentar dar mais opções para os pacientes", diz ela. Outra novidade é que já está prevista a aquisição de um novo angiógrafo para substituir o antigo.
Segundo Carisi, o projeto foi pensado para gerar melhorias no atendimento, com locais de maior conforto e privacidade para conversar com a família, por exemplo. "Esta etapa marca um compromisso do hospital em oferecer um diferencial no atendimento ao paciente com condição cardiovascular. Buscamos o que for possível para prevenir, diagnosticar e prontamente tratar os nossos pacientes", afirma a médica, lembrando que o setor, em funcionamento há mais de 10 anos, era o mais antigo da rua Tiradentes.
E os investimentos na cardiologia não devem parar por aí. Carisi diz que a próxima etapa é oferecer uma emergência cardiológica para se somar à unidade de internação cardiorrespiratória, que já existe. "No futuro, queremos olhar o paciente cardiopata desde a sua chegada e atender a todas as necessidades", completa.
"Como hospital de referência no País, temos trabalhado de forma estratégica e continua em inovação e tecnologia de ponta. Este investimento significativo que realizamos na nova Cardiologia reflete o posicionamento de nossa instituição na alta complexidade e medicina de excelência. Tudo isso sem deixar de valorizar o acolhimento e a humanização da assistência, princípios que sustentam a nossa missão", ressalta o superintendente executivo do Hospital Moinhos de Vento, Mohamed Parrini.
O novo Centro de Cardiologia receberá ainda a contribuição de uma escultura de Paulo Favalli, cirurgião plástico do hospital. Escultor, ele irá ceder a peça Cybercor-1, um coração de bronze composto por engrenagens mecânicas, que representa a anatomia do órgão e sua permanente relação com os avanços tecnológicos. Autodidata, o médico venceu o Prêmio Figwal de Escultura.
 

Novo diagnóstico da fibrose hepática pretende substituir a biópsia

Alice reforça que experiência é demonstrada com exames de excelente qualidade
Alice reforça que experiência é demonstrada com exames de excelente qualidade
FREDY VIEIRA/JC
O Hospital Moinhos de Vento é pioneiro no Sul do Brasil na realização da Elastografia por Ressonância Magnética (ERM), um exame para detectar e quantificar a fibrose hepática. O hardware foi adquirido pela instituição junto com a compra da última ressonância magnética, em dezembro do ano passado. "Já adquirimos grande experiência, que é demonstrada com exames de excelente qualidade", afirma a médica radiologista e coordenadora da equipe de Radiologia Abdominal do hospital, Alice Schuch.
O exame é realizado com um dispositivo colocado adjacente à parede abdominal, na altura do fígado, que transmite ondas mecânicas por vibração. "O equipamento detecta como essas ondas se comportam no fígado, avaliando a sua rigidez. Quanto mais rígido é o fígado, maior é o comprimento da onda e o grau de fibrose", explica a médica. Segundo Alice, a elastografia por ressonância magnética tem maior precisão para identificar e estratificar os estágios iniciais de fibrose em relação aos outros métodos já utilizados, como fibroscan ou ultrassonografia. "Hoje, sabemos que a fibrose é reversível, podendo ser tratada antes que o paciente evolua para cirrose. É importante ser detectada e estagiada", observa.
De acordo com a médica radiologista, com o software utilizado na elastografia, também é possível identificar se há acúmulo de ferro ou gordura no fígado e quantificar de forma objetiva. Atualmente, cerca de 30% da população mundial apresenta esteatose, e há uma epidemia de ferritina elevada. Este método auxilia o clínico a ter parâmetros objetivos para avaliar a resposta ao tratamento.
Outros fatores de risco, como hepatites virais, consumo de álcool em excesso e colestase biliar, causam dano ao fígado, podendo determinar inflamação e fibrose - que, se não for tratada adequadamente, pode evoluir para cirrose, que é uma doença crônica. A cirrose é o estágio final comum às doenças hepáticas crônicas, sendo a 14ª maior causa de mortalidade em todo o mundo. O único tratamento definitivo é o transplante de fígado.
Além da elastografia, o Serviço de Radiologia oferece uma lista completa de exames convencionais e avançados de imagem, sendo uma referência nacional nessa área de atuação. O atendimento ocorre de segunda à sexta-feira e aos sábados.

Ultrassom, um grande aliado da Medicina de Emergência

Equipamento oferece respostas rápidas e precisas, diz Varela
Equipamento oferece respostas rápidas e precisas, diz Varela
FREDY VIEIRA/JC
A cultura da Medicina de Emergência é nova no Brasil. Enquanto em outros países, como os Estados Unidos, já é uma prática consolidada há décadas, essa especialidade médica foi reconhecida aqui apenas em 2015. A boa notícia é que Porto Alegre é uma referência nacional para a formação de médicos emergencistas. E um grande aliado das equipes dentro de uma emergência é a ultrassonografia à beira do leito.
O médico emergencista e rotineiro do Hospital Moinhos de Vento, Luiz Fernando Varela, diz que o uso do equipamento é capaz de salvar vidas, pois oferece respostas rápidas e precisas na avaliação de um paciente crítico. "Não se faz Medicina de Emergência sem ultrassom. Hoje, em Porto Alegre, temos o uso dessa tecnologia muito mais disseminada do que em qualquer outra cidade brasileira", afirma.
Varela explica que o aparelho adaptado às condições de uma emergência - portátil, menor e mais resistente - é uma ótima ferramenta para obter informações importantes de maneira rápida e segura assim que o paciente chega ao hospital. "Podemos olhar dentro do paciente, em tempo real, sem causar nenhum dano à sua saúde, pois não é invasivo nem emite radiação. É um exame simples e rápido, que viabiliza a tomada de decisões, muitas vezes salvadoras de vida", explica ele, lembrando que o exame à beira do leito pelo emergencista não substituiu o procedimento realizado pelo radiologista. "São finalidades diferentes", destaca.
A tecnologia é bastante utilizada em pacientes críticos também nos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Varela ressalta a versatilidade da técnica, que permite avaliar diversos órgãos, como coração, pulmões, bexiga e vasos, importantes do corpo humano. "Nem todo paciente que entra em uma emergência vai passar por esse exame à beira do leito. Ele faz a diferença quando utilizado em casos em que o doente não tem condições clínicas de aguardar ou de o paciente ser encaminhado para outra sala ou setor para fazer radiografia ou tomografia", esclarece.
O equipamento também permite que vários procedimentos possam ser feitos de maneira mais segura para o paciente quando guiados pela ecografia, como a punção de vasos profundos. Além de detectar a presença de líquido livre intra-abdominal, avaliar estados de hipotensão e choque, verificar a presença de diurese, determinar condutas em casos de dispneia e insuficiência respiratória aguda, entre outros.
Segundo o médico, o ultrassom complementa de forma mais eficaz o exame clínico feito com o estetoscópio, já que proporciona informações com maior riqueza de detalhes. "O ultrassom permite converter todas as informações subjetivas de um exame físico convencional em dados objetivos que podem ser mensurados e compartilhados com maior precisão, independentemente do examinador", destaca. Com um potencial ainda muito pouco explorado, essa tecnologia - que aumenta a precisão do diagnóstico e a eficácia do tratamento, oferecendo mais segurança ao paciente - certamente se tornará cada vez mais comum nos serviços de emergência.

Tecnologia aliada ao atendimento humanizado

Teixeira relata que ambiente mais acolhedor diminuiu em um dia o tempo de internação, além de reduzir pela metade os delírios dos pacientes
Teixeira relata que ambiente mais acolhedor diminuiu em um dia o tempo de internação, além de reduzir pela metade os delírios dos pacientes
FREDY VIEIRA/JC
O investimento em tecnologia, equipamentos e processos é constante no Centro de Terapia Intensiva de Adultos (CTI-A) do Hospital Moinhos de Vento. Além de uma equipe médica e de enfermagem atualizada para tratar da complexidade de cada caso, a instituição aposta em estruturas mais confortáveis e em uma atenção especial aos familiares. Quem já passou por uma experiência de UTI sabe da angústia que é ver uma pessoa querida submetida a tubos, agulhas e intervenções constantes. E é justamente para amenizar esse sofrimento e ajudar na reabilitação do paciente que o hospital oferece treinamento ao familiar acompanhante.
Ao contrário de muitos hospitais, em que as visitas são de apenas alguns minutos diários, no Moinhos, elas podem chegar a 12 horas. Os familiares recebem orientação de como é o funcionamento e a rotina da unidade, e de quem são os médicos, enfermeiros, técnicos e outros profissionais que circulam pelo espaço. Também aprendem sobre os alertas e sons dos aparelhos, como funcionam os monitores, ventiladores, bombas de infusão e medidas de prevenção para evitar a transmissão de infecções.
"Orientamos em quais momentos elas devem sair, quando é preciso fazer alguma intervenção ou ocorre uma emergência", explica o chefe do serviço, o médico Cassiano Teixeira. As visitas mais longas foram abertas há dois anos e, desde então, os resultados na recuperação dos doentes têm sido satisfatórios. Referência no processo, o Moinhos de Vento coordena o projeto UTI Visitas em parceira com o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), do Ministério da Saúde.
Segundo Teixeira, esse ambiente mais acolhedor diminuiu em um dia o tempo de internação e reduziu pela metade os delírios dos pacientes - ocorrência presente em quase 80% dos internados de uma unidade intensiva e considerado marcador de piora da evolução clínica. O delírio é uma forma de disfunção cerebral aguda, caracterizada por distúrbio de consciência, atenção, cognição e percepção, que se manifesta por meio de confusão mental. Estudos demonstram que a presença de um familiar junto ao paciente internado na UTI tem o potencial de auxiliar na prevenção, contribuindo para reorientação temporal e espacial, adesão ao tratamento, revisão de medicamentos de uso crônico, controle da dor e minimização do desgaste emocional causado pela internação.
Outro diferencial são os leitos. Na nova CTI de reabilitação do hospital, a estrutura dos box individuais dos pacientes possibilita que eles tenham uma visão de 360 graus do ambiente, além de janelas maiores e de uma plataforma que dá acesso a um jardim onde podem pegar sol e ver a rua, junto à natureza e com total monitorização de seus sinais vitais. "O projeto foi feito para termos uma recuperação cognitiva, motora e psicológica mais rápida", afirma o médico. Neste novo espaço, com 17 leitos, também foram instalados equipamentos mais modernos para reabilitação dos pacientes. O médico explica que são encaminhados para essa UTI pacientes que necessitam permanecer mais de uma semana na CTI maior e mais antiga (com 31 leitos) e que estão em uma fase menos aguda da sua doença. O Moinhos conta ainda com uma terceira unidade intensiva, chamada de UTI de curta permanência, com oito leitos. Neste local ficam, por exemplo, pacientes que sofreram infarto agudo e isquemia cerebral, e que deverão ser transferidos para um quarto em no máximo três dias.
Mesmo após a alta hospitalar, o paciente segue sendo acompanhado por uma equipe multidisciplinar durante o primeiro ano da alta. O ambulatório pós-alta da UTI é formado por uma equipe com profissionais de várias especialidades, que agenda consultas ambulatoriais e faz acompanhamento telefônico. Cerca de 1,5 mil pessoas já receberam esse atendimento, que segue uma metodologia específica; e os resultados são usados em educação e pesquisa. "Nosso trabalho não termina na UTI. Os pacientes permanecem com muitas doenças e sequelas após a alta, e precisamos continuar cuidando deles", completa o médico.
O esforço do trabalho coordenado pelo hospital foi reconhecido em março deste ano durante o 37º Simpósio de Cuidados Intensivos e Medicina de Emer­gência, ocorrido em Bruxelas, na Bélgica. O estudo foi escolhido como o melhor trabalho científico, por sua originalidade e relevância, entre os mais de 500 apresentados durante a conferência. O projeto também foi referência em um editorial na revista norte-americana Critical Care Medicine, escrito pelo editor da publicação, o médico italiano Alberto Giannini. No texto, ele recomenda a iniciativa como um cuidado assistencial que deve ser seguido em todo mundo.

O diagnóstico de alterações da memória cada vez mais preciso

O Serviço de Radiologia do Hospital Moinhos de Vento oferece tecnologia de ponta para diagnósticos das alterações de memória. Exames radiológicos, como tomografia computadorizada e ressonância magnética, através de técnicas convencionais e avançadas de neurorradiologia, são realizados pela equipe liderada pelo neurorradiologista Jader Müller. Entre os procedimentos de última geração oferecidos na unidade estão a ressonância magnética de alto campo (3,0 Tesla), incluindo técnica de perfusão cerebral (ASL - Arterial Spin Labeling), Imagem por Tensor de Difusão (DTI), ressonância magnética funcional e Tomografia Computadorizada com Emissão de Pósitrons (PET-CT).
Müller explica que a alteração de memória é um comprometimento da capacidade de aprender novas informações ou recordar antigas, e que pode ou não estar associada ao prejuízo das funções cognitivas, neste último caso conhecida como demência. Estudos mostram que a prevalência de demência varia de aproximadamente 1% em pessoas entre 65 a 70 anos, aumentando conforme o envelhecimento e alcançando até 50% em idosos com mais de 95 anos.
"Quanto mais idoso, maior a chance de o paciente ter alteração de memória. No entanto é preciso ficar claro que a alteração subjetiva da memória não significa demência. E nem toda pessoa que apresenta demência tem Alzheimer", afirma Müller. Segundo o médico, uma queixa subjetiva de memória em idoso tem uma baixa acurácia para o diagnóstico de Alzheimer. "Não significa que a pessoa vai ter a doença, pode ser apenas um transtorno de humor, como depressão, ou de personalidade", completa. Segundo a Organização Mundial da Saúde, há cerca de 47 milhões de pessoas que sofrem de demência no mundo, das quais cerca de 2/3 têm Alzheimer.
Embora já se saiba que é possível envelhecer bem e saudável, é indicado ficar atento aos sinais dos familiares com idade avançada e buscar ajuda médica para investigar casos suspeitos. Müller recomenda a consulta com um médico neurologista especialista em distúrbios cognitivos. A partir de um exame clínico, o médico irá avaliar a necessidade ou não de um exame complementar, como a tomografia ou ressonância magnética. O objetivo desses estudos radiológicos, especialmente da ressonância, é fazer o diagnóstico diferencial das patologias que causam demência, como as de natureza cérebro-vascular, hidrocefalia, tumor cerebral e doenças parkinsonianas, por exemplo.
A tecnologia é uma aliada na busca de diagnósticos mais precisos. No Moinhos de Vento, o paciente encontra métodos avançados na ressonância magnética 3,0 Tesla, na qual é possível fazer uma análise morfológica do encéfalo, incluindo a quantificação com volumetria cerebral, especialmente dos hipocampos. Müller destaca ainda a aplicação cada vez mais preconizada pelas sociedades norte-americana e europeia de neurorradiologia da nova técnica de perfusão cerebral ASL, que faz o análise do fluxo sanguíneo cerebral sem a utilização de contraste. "Também oferecemos outras técnicas já evidenciadas em pesquisas clínicas, como DTI e ressonância magnética funcional", afirma.
Outro método disponibilizado pela instituição é o PET-CT neurológico, que avalia a função cerebral através da identificação de áreas cerebrais com baixo metabolismo (hipometabólicas).
O PET-CT é um equipamento híbrido que permite avaliar com precisão o metabolismo dos tecidos através da união de duas tecnologias: a Tomografia por Emissão de Pósitrons (PET), com a Tomografia Computadorizada (CT). Juntas, essas técnicas oferecem uma avaliação muito mais completa e detalhada.

Faixa dos 50 a 70 anos é a de maior risco para o câncer de próstata

O câncer de próstata é silencioso. Os sintomas aparecem quando a doença já está em uma fase mais avançada, muitas vezes quando já há metástase. Dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) mostram que, em 2016, mais de 61 mil brasileiros foram diagnosticados com a doença. Este é o tumor maligno mais diagnosticado em homens, no Brasil e o no mundo. O risco para a doença aumenta com a idade, com a maioria dos casos ocorrendo após os 60 anos. A cada ano, segundo o Inca, há 50 mil novos casos. No Rio Grande do Sul, conforme o chefe do Serviço de Urologia do Hospital Moinhos de Vento, Eduardo Carvalhal, este índice deve ser semelhante ou até maior.
Como medida de detecção precoce, são indicados, a partir dos 50 anos, os exames de toque retal e de Antígeno Prostático Específico (PSA) uma vez por ano. Se há outros casos na família, a indicação é que estes cuidados sejam antecipados para depois dos 40 anos. Segundo Carvalhal, a predisposição genética pode aumentar em até três vezes o risco de desenvolver a doença. "Para estes pacientes indicamos uma atenção especial, com rastreamento do câncer a partir dos 40 anos. Pessoas da raça negra também são mais suscetíveis", ressalta.
Os casos que acontecem dos 50 a 70 anos são de maior risco, porque, geralmente, tratam-se de tumores mais agressivos. "Normalmente, após os 70 anos, a doença não costuma ter grande impacto na sobrevida", frisa Carvalhal.
O tratamento depende de uma avaliação individual na qual são analisadas a faixa etária do paciente, suas condições clínicas e o risco da doença, a partir dos dados coletados na biópsia e no exame de PSA. "A partir disso, indicamos tratamentos, que podem ser desde a cirurgia ou radioterapia até acompanhamentos monitorados", detalha o médico. Na prática, a chamada vigilância ativa é feita em casos de menor agressividade e volume. "Essa conduta vem crescendo. É mais um acompanhamento no qual o paciente é incluído em um protocolo de seguimento que inclui exames periódicos e repetição de biópsia prostática dentro de 1 a 2 anos para avaliar se a doença não está progredindo", diz. Em 10 anos, em torno de 50% dos casos seguem estáveis e permanecem neste padrão de acompanhamento, enquanto os outros 50% evoluem e requerem outros tratamentos.
O câncer de próstata era tradicionalmente detectado por meio de biópsias aleatórias retiradas de todo o órgão, ao contrário de muitos outros tipos de câncer, em que a biópsia é direcionada para a lesão suspeita já identificada em exames de imagem. No entanto, com a introdução da Ressonância Magnética Multiparamétrica (RNM-MP), a identificação de áreas suspeitas de câncer de próstata tornou-se mais precisa e segura, especialmente para tumores de maior risco.
Atualmente, a biópsia prostática guiada por fusão de imagens da ultrassonografia com a RNM-MP consiste na superposição das imagens da RNM-MP e da Ultrassonografia Transretal (US-TR). Com isso, durante a biópsia, o médico consegue identificar com grande precisão os locais em que há lesões suspeitas de câncer e, assim, realizar a biópsia de forma direcionada e segura. "Por exemplo, na ressonância multiparamétrica, foi identificada uma lesão no lado direito da próstata. Eu transfiro as imagens da ressonância para o aparelho, que reconhece estas imagens e, a partir daí, faço todo o procedimento como se fosse a ressonância magnética em tempo real. Com isso, tenho o detalhamento da área suspeita", explica o coordenador do Serviço de Ultrassonografia do Hospital Moinhos de Vento, Roger Menezes. Ele informa que a técnica permite identificar mais tumores clinicamente significativos que necessitam de tratamento e fazer o diagnóstico com menos fragmentos coletados do órgão.
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