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Porto Alegre, terça-feira, 31 de outubro de 2017.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado Financeiro

Alterada em 31/10 às 17h40min

Juros curtos encerram em queda com ata do Copom e longos ficam estáveis

Os juros futuros fecharam a sessão regular em baixa nos contratos de curto prazo e perto da estabilidade nos vencimentos longos, refletindo maior tranquilidade no mercado de moedas de economias emergentes, incluindo o real, e a ausência de notícias negativas nesta terça-feira no front político, que permitiram uma correção de parte do forte movimento de alta de segunda-feira. Na agenda do dia, o destaque foi a ata do Comitê de Política Monetária (Copom), considerada de tom "dovish" (menos austero), contribuindo também para o alívio dos prêmios na curva de juros.
A taxa do Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 encerrou em 7,27%, de 7,33% no ajuste de segunda-feira, e a taxa do DI para janeiro de 2020 caiu de 8,43% para 8,39%. A taxa do DI para janeiro de 2021 terminou em 9,18%, de 9,19%, e a do DI para janeiro de 2023 fechou em 9,89%, de 9,87%.
Pela manhã, a curva esteve inclinada, com os contratos de curto prazo em queda e os longos em leve alta, refletindo a leitura da ata e o avanço do dólar. Embora tenha endossado a aposta de que o Copom vai reduzir novamente o ritmo de corte da Selic em dezembro, do atual 0,75 ponto porcentual para 0,50 ponto, para 7%, o documento não sinalizou sobre o plano de voo do BC depois disso, o que foi visto como uma possibilidade de que o ciclo possa se estender à primeira reunião de 2018.
Na ata, os diretores dizem que, apesar de considerar uma redução moderada na magnitude da flexibilização em dezembro - caso a conjuntura evolua conforme o cenário esperado -, houve consenso em torno de "manter liberdade de ação e adiar qualquer sinalização sobre as decisões futuras de política monetária" para além da próxima reunião. O objetivo, segundo o documento, é incorporar novas informações sobre a evolução do cenário básico e do balanço de riscos antes de fazer referências sobre a extensão do atual ciclo de flexibilização monetária.
Para os economistas do BTG Pactual, Eduardo Loyo e Cláudio Ferraz, após a divulgação do documento, a probabilidade de que o juro básico termine o ciclo em 6,5% ficou maior do que era depois do comunicado da reunião que terminou na semana passada.
À tarde, o dólar se firmou em baixa após o fechamento da Ptax e, com isso, os contratos de prazo mais longo zeraram a alta, que era moderada, e passaram a oscilar perto dos ajustes de segunda-feira. Conforme a gestora de Renda Fixa da Mongeral Aegon Investimentos, Patricia Pereira, à tarde o mercado entrou no compasso de espera pelos eventos da semana.
Além da decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), na quarta-feira, o mercado aguarda até o final da semana a definição de quem vai comandar a instituição a partir do ano que vem, e na sexta-feira, o payroll (dado de emprego) de outubro.
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