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Porto Alegre, segunda-feira, 30 de outubro de 2017.

Jornal do Comércio

Economia

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Conjuntura

30/10/2017 - 09h04min. Alterada em 30/10 às 09h56min

IGP-M fecha outubro em 0,20% e acumula redução de 1,41% em 12 meses

O índice é usado para o reajuste de contratos de aluguel

O índice é usado para o reajuste de contratos de aluguel


GILMAR LUÍS/ARQUIVO/JC
O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) desacelerou o ritmo de alta para 0,20% em outubro, após uma elevação de 0,47% em setembro, informou nesta segunda-feira (30) pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).
O resultado veio abaixo do piso das estimativas dos analistas, que esperavam um avanço de 0,25% a 0,43%, com mediana positiva de 0,30%.
Com a taxa de outubro, o índice acumula recuo de 1,91% no ano, além de redução de 1,41% em 12 meses.
A FGV informou ainda os resultados dos três indicadores que compõem o IGP-M de outubro. O IPA-M, que representa os preços no atacado, aumentou 0,16%, ante uma alta de 0,74% em setembro. O IPC-M, que corresponde à inflação no varejo, apresentou aumento de 0,28% em outubro, após a queda de 0,09% no mês anterior. Já o INCC-M, que mensura o custo da construção, teve avanço de 0,19% em outubro, depois do aumento de 0,14% em setembro.
O IGP-M é usado para reajuste de contratos de aluguel. O período de coleta de preços para cálculo do índice foi de 21 de setembro a 20 de outubro.

Alta em materiais e serviços acelera inflação da construção 

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M) subiu 0,19% em outubro, após um avanço de 0,14% em setembro. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços passou de uma alta de 0,37% em setembro para elevação de 0,44% em outubro. Já o índice que representa o custo da Mão de Obra caiu menos, saindo de uma queda de 0,04% em setembro para um ligeiro recuo de 0,01% em outubro.
No INCC-M de outubro, houve pressão dos aumentos em vergalhões e arames de aço ao carbono (3,55%), cimento Portland comum (1,06%), tubos e conexões de ferro e aço (1,20%), tijolo e telha de cerâmica (0,65%) e esquadrias de alumínio (0,51%).
Na direção oposta, impediram uma alta maior as quedas nos preços de pias, cubas e louças sanitárias (-0,90%), servente (-0,06%), refeição pronta no local de trabalho (-0,17%), aduela e alizar de madeira (-0,49%) e argamassa (-0,13%).

Alimentos voltam a pressionar inflação ao consumidor

Os alimentos voltaram a pressionar a inflação ao consumidor dentro do IGP-M de outubro. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-M) subiu 0,28%, após a deflação de 0,09% registrada em setembro.
Seis das oito classes de despesa tiveram taxas de variação maiores. A principal contribuição para a aceleração do IPC-M partiu do grupo Alimentação, que passou de uma redução de 0,82% em setembro para aumento de 0,18% em outubro, sob influência de itens como hortaliças e legumes, que saiu de um recuo de 11,41% para avanço de 7,12% no período.
As demais elevações ocorreram em Habitação (de -0,24% para 0,31%), Vestuário (de 0,11% para 0,50%), Comunicação (de -0,08% para 0,42%), Despesas Diversas (de 0,11% para 0,59%) e Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,26% para 0,33%). Os destaques foram os itens tarifa de eletricidade residencial (de -1,73% para 0,92%), roupas (de 0,18% para 0,65%), tarifa de telefone móvel (de -0,18% para 0,96%), cigarros (de 0,28% para 1,30%) e medicamentos em geral (de -0,14% para 0,18%), respectivamente.
Na direção oposta, houve decréscimo nas variações dos grupos Transportes (de 0,56% para 0,15%) e Educação, Leitura e Recreação (de 0,52% para 0,34%), com contribuição da gasolina (de 2,68% para 0,27%) e passagem aérea (de 12,81% para 4,89%), respectivamente.
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