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Porto Alegre, sexta-feira, 27 de outubro de 2017.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado Financeiro

Alterada em 27/10 às 14h49min

Catalunha e BCE dominam e bolsas da Europa fecham sem direção única

O posicionamento "dovish" do Banco Central Europeu (BCE) e as tensões entre o governo espanhol e a Catalunha dominaram as atenções dos mercados acionários europeus, que fecharam sem direção única nesta sexta-feira,(27). O índice pan-europeu Stoxx-600 fechou em alta de 0,60% (+2,36 pontos), aos 393,63 pontos. Na semana, houve valorização de 0,90%.
Em dia de agenda esvaziada de indicadores, os agentes continuaram a repercutir a decisão de política monetária do BCE, que manteve inalteradas as taxas de juros, mas estendeu a duração do programa de compra de títulos até "pelo menos" setembro, com um volume de compras mensais de 30 bilhões de euros a partir de janeiro de 2018. Com a continuidade dos estímulos monetários na zona do euro, as bolsas europeias continuaram na maré otimista de boa parte do ano.
Além disso, o euro perdeu força em relação ao dólar. Na quinta-feira, na esteira da decisão do BCE, a moeda, que estava no nível de US$ 1,18 encerrou o dia em US$ 1,16. Hoje, o Departamento do Comércio dos Estados Unidos informou que o Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu à taxa anualizada de 3,0% no terceiro trimestre, o que impulsionou ainda mais o dólar, fazendo-nos euro operar na faixa de US$ 1,15.
Com ânimo renovado pelo BCE, os investidores continuaram indo às compras, mas com menos euforia. Nesse sentido, o índice DAX, da bolsa de Frankfurt, fechou em alta de 0,64%, aos 13.217,54 pontos, com ganho semanal de 1,74%. Entre as montadoras, a Daimler subiu 1,66%, a BMW avançou 1,09% e a Volkswagen saltou 4,47%, após a companhia apresentar alta de 5,8% na receita do terceiro trimestre na comparação com o mesmo período do ano passado. Na bolsa de Paris, o índice CAC-40 fechou em alta de 0,71%, aos 5.494,13 pontos, com avanço semanal de 2,27%.
No setor bancário, o suíço UBS registrou lucro líquido de 946 milhões de francos no terceiro trimestre, 14% acima do verificado de julho a setembro de 2016 e também superior às projeções do mercado, de lucro de 897 milhões de francos suíços. Já o Royal Bank of Scotland (RBS) divulgou hoje que teve lucro antes de impostos de 871 milhões de libras no período, bem maior do que o ganho de 255 milhões de libras apurado em igual período do ano passado. Com isso, as ações do UBS fecharam em queda de 0,76% e as do RBS subiram 1,71%, ajudando o índice FTSE-100 fechou em alta de 0,25%, aos 7.505,03 pontos, com perda semanal de 0,24%.
O teto ao otimismo foi imposto pelo cenário político espanhol, onde o Parlamento regional da Catalunha declarou independência da Espanha. Pouco tempo depois, o Senado espanhol aprovou a invocação do artigo 155 da Constituição do país, que permite ao governo central de Madri intervir diretamente na região.
A escalada de tensões não deu espaço para que a bolsa de Madri operasse no azul, com o índice Ibex-35 fechando em baixa de 1,45%, aos 10.197,50 pontos, com queda semanal de 0,25%. Os bancos continuaram a ser os mais penalizadas: o CaixaBank cedeu 2,74%, o Sabadell recuou 4,86%, o BBVA perdeu 2,60% e o Santander caiu 1,98%. No mercado de bônus, os investidores optaram por vender os papéis da dívida espanhola e, com isso, o juro do título espanhol de 10 anos subiu para 1,582%.
Milão foi outra praça a sentir a pressão de Madri, com o índice FTSE-Mib em queda de 0,62%, aos 22.665,03 pontos, com ganho semanal de 1,42%. Já em Lisboa, o índice PSI-20 fechou em alta de 0,12%, aos 5.408,46 pontos, recuando 0,80% na semana.
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