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Porto Alegre, quinta-feira, 26 de outubro de 2017.

Jornal do Comércio

Economia

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Indústria

26/10/2017 - 12h12min. Alterada em 26/10 às 12h16min

CNI aponta que ciclo de demissões na indústria estaria no fim

Índice da CNI aponta que fim de ciclo de demissões estaria chegando ao fim

Índice da CNI aponta que fim de ciclo de demissões estaria chegando ao fim


MARCELO G. RIBEIRO/JC
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que o indicador sobre emprego da Sondagem Industrial alcançou 49 pontos em setembro, próximo aos 49,1 pontos registrados em agosto. A avaliação da CNI é que, como está próximo da linha divisória dos 50 pontos, o índice indica que o fim das demissões está se consolidando.
Pela metodologia da pesquisa, os índices variam de zero a cem pontos e, quando está abaixo dos 50 pontos, mostra queda no emprego. A produção industrial recuou em setembro, segundo a Sondagem Industrial, divulgada nesta quinta-feira (26). O indicador que mede a evolução da produção ficou em 48,1 pontos em setembro, ante 54,8 pontos registrados em agosto.
A CNI destaca que a queda é usual para o período e que o recuo é menor que o verificado em anos anteriores. "Ou seja, a redução da produção na passagem de agosto para setembro foi menos intensa em 2017 que no mesmo período de anos anteriores", diz a pesquisa.
A pesquisa apontou ainda que a utilização da capacidade instalada continua muito baixa. Esse indicador ficou em 66% em setembro, um ponto porcentual abaixo do registrado em agosto, que foi de 67%. O índice de utilização da capacidade instalada efetiva em relação ao usual recuou também 1,6 ponto, para 41,8 pontos, ante 43,4 pontos registrados em agosto.
Com relação aos estoques, a Sondagem mostra eles estão um pouco acima do planejado pelos empresários. O índice de estoque efetivo em relação ao planejado aumentou 0,7 pontos em relação a agosto e alcançou 50,7 pontos. O indicador varia de zero a cem pontos e, quando está acima de 50 pontos, mostra estoques além do planejado.
Segundo a Sondagem, os índices de satisfação com a situação financeira e com o lucro operacional permanecem abaixo dos 50 pontos, o que revela descontentamento das empresas com suas condições financeiras. Apesar disso, destaca a CNI, os índices registraram o sexto trimestre consecutivo de crescimento, apontando que as condições financeiras das empresas estão em trajetória de recuperação.
Com relação aos principais problemas enfrentados pelas indústrias no terceiro trimestre do ano, a elevada carga tributária foi apontada por 45,2% das empresas ouvidas, ficando em primeiro lugar na lista. Na sequência, com 36,6% das assinalações, vem a demanda interna insuficiente e, em terceiro lugar, com 21%, a inadimplência dos clientes.
A pesquisa mostra ainda que caiu o número de empresas que apontam a taxa de juros elevada como um problema. Com as sucessivas reduções na taxa de juros Selic, as menções aos juros altos como obstáculo enfrentado pelas empresas caíram de 27,9% no quarto trimestre de 2016 para 18,2% no terceiro trimestre deste ano.
A Sondagem mostra que as expectativas dos empresários industriais para os próximos seis meses são positivas. Os indicadores de expectativas para demanda, compra de matéria-prima e exportações continuam acima de 50 pontos, mostrando otimismo. O indicador que mede a intenção de investimentos ficou em 49,6 pontos, praticamente estável em relação a agosto.
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