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Porto Alegre, terça-feira, 24 de outubro de 2017.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado Financeiro

Alterada em 24/10 às 19h11min

Dólar vai a R$ 3,25 com 2ª denúncia contra Temer e cautela com juro nos EUA

O dólar fechou em alta ante o real pelo quinto dia consecutivo nesta terça-feira (24), diante de uma cautela dos investidores tanto com a questão política interna quanto com a perspectiva de alta de juros nos EUA em meio a incertezas em torno de quem será o novo presidente do Federal Reserve (Fed). Por aqui, o grande receio do mercado é que o presidente Michel Temer não consiga um apoio significativo na votação da segunda denúncia no plenário da Câmara, nesta quarta-feira (25), o que poderá complicar o prosseguimento da reforma da Previdência.
Em alta de 2,8% na semana, o dólar continuou exibindo força ante o real, acompanhando o mesmo movimento ante divisas emergentes e ligadas a commodities. Profissionais do mercado apontaram que o principal fator para esta alta generalizada é a falta de direção em relação ao futuro das taxas de juros nos EUA.
"O mercado está aguardando essa troca de presidente do Fed e a cautela é clara, uma vez que o novo indicado poderá ter um posição mais acelerada na questão de aumento de juros em um momento em que a reforma tributária nos Estados Unidos poderá ser aprovada e intensificar os apertos monetários", pontuou o operador da corretora Multimoney Durval Corrêa.
Ainda que o diretor do Fed Jerome Powell, que tem um perfil mais parecido com o da atual dirigente, Janet Yellen, - e que sinalizaria continuidade do política monetária - seja o mais cotado para assumir a posição, o mercado segue cauteloso diante da possível escolha pelo economista John Taylor, que é favorável a um aumento de juros mais rápido.
Somado a isto, incertezas no campo político brasileiro também contribuem para alta da moeda americana. Nesta quarta, o plenário da Câmara vota a segunda denúncia contra o presidente Temer - de organização criminosa e obstrução da Justiça - e, embora não haja dúvidas de que a denúncia não seguirá adiante, o mercado reage em compasso de espera em meio à sinalização de diminuição significativa de apoio ao presidente, a ponto de mostrar que a reforma da Previdência, mesmo que desidratada, talvez não consiga apoio suficiente para avançar.
"Se a reforma da Previdência não for aprovada ainda em 2017, isso poderá gerar uma perda significativa para o próximo ano, piorando ainda mais o quadro fiscal", afirmou o sócio-fundador do Grupo L&S Leandro Ruschel.
No mercado à vista, o dólar fechou em alta de 0,54%, aos R$ 3,2509. O giro financeiro somou US$ 1,44 bilhão. Na mínima, a moeda ficou em R$ 3,2250 (-0,25%) - em um movimento de correção no início do pregão - e na máxima, R$ 3,2677 (+1,06%).
No mercado futuro, o dólar para novembro subiu 0,17%, aos R$ 3,2475. O giro financeiro somou US$ 25,18 bilhões. Durante o pregão, a divisa oscilou de R$ 3,2280 (-0,43%) a R$ 3,2705 (+0,87%).
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