Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, segunda-feira, 23 de outubro de 2017.

Jornal do Comércio

Economia

COMENTAR | CORRIGIR

contas públicas

Notícia da edição impressa de 24/10/2017. Alterada em 23/10 às 21h41min

Dívida pública fecha em R$ 3,43 trilhões em setembro

Custo médio da dívida caiu, no período de 12 meses, para 10,47%

Custo médio da dívida caiu, no período de 12 meses, para 10,47%


/JOÃO MATTOS/ARQUIVO/JC
A dívida pública federal cresceu 0,79%, ou R$ 26 bilhões, em setembro. Segundo relatório divulgado ontem pelo Tesouro Nacional, o estoque subiu de R$ 3,404 trilhões para R$ 3,430 trilhões. Essa elevação ocorreu apesar de o governo ter retirado títulos das mãos dos investidores.
No mês passado, foram emitidos R$ 56,73 bilhões em papéis. Ao mesmo tempo, foram resgatados R$ 57,05 bilhões, o que resultou num resgate líquido de títulos de R$ 320 milhões. A dívida, no entanto, cresceu, porque sofreu impacto dos juros que corrigem o estoque. Em setembro, eles somaram R$ 27,15 bilhões.
Do total resgatado, R$ 15 bilhões foram decorrentes do pagamento antecipado de parte da dívida do Bndes com o Tesouro. O banco de fomento devolveu R$ 33 bilhões, sendo que esse valor foi distribuído de duas formas. Uma parte (R$ 15,13 bilhões) foi paga com títulos que foram cancelados, o que contribuiu tanto para a redução da dívida mobiliária quanto da dívida bruta do governo.
Outros R$ 17,87 bilhões foram pagos em espécie. Neste caso, o dinheiro foi direto para a conta única do Tesouro e usado para reduzir a dívida bruta. No entanto não houve impacto sobre a dívida mobiliária. O Bndes ainda vai devolver, até meados de novembro, mais R$ 17 bilhões ao Tesouro. No entanto o banco e o Ministério da Fazenda ainda negociam quanto será feito em títulos e quanto será em dinheiro. Ao todo, a instituição fará um pagamento antecipado de R$ 50 bilhões ao Tesouro em 2017.
Os investidores estrangeiros continuaram a reduzir sua participação na dívida pública. Entre agosto e setembro, ela baixou de 12,66% para 12,57% do estoque. Em dezembro do ano passado, essa participação era de 14,33%. Segundo os dados do Tesouro, o total de títulos nas mãos dos não residentes foi reduzido em R$ 11,5 bilhões desde o final do ano passado.
Segundo o coordenador-geral de operações da dívida pública, Leandro Secunho, essa diminuição não significa que os estrangeiros estejam perdendo interesse no mercado brasileiro. Ele lembrou que a carteira foi reduzida em R$ 11,5 bilhões, sendo que ela é superior a R$ 400 bilhões. Secunho afirmou ainda que esses investidores estão vendendo os papéis por causa da grande rentabilidade desses ativos no mercado.
"Eles estão saindo por causa da grande rentabilidade desses títulos no mercado. Os investidores estão observando uma rentabilidade que é superior à contratada. Por isso, acabam realizando esse tipo de lucro", afirmou Secunho, ressaltando ainda que essas operações não têm provocado volatilidade no mercado: "É uma saída organizada. Não temos visto impacto significativo nos preços, e não há excesso de volatilidade. Os estrangeiros vendem títulos de curtíssimo prazo, que têm mais liquidez. Esses papéis são absorvidos pelas instituições de previdência. Essa é a importância de termos uma base de investidores diversificada".
Segundo relatório divulgado pelo Tesouro, o custo médio da dívida caiu nos últimos 12 meses. Ele passou de 10,62% para 10,47% ao ano. Isso ocorreu por causa da redução das taxas de juros esperadas no mercado brasileiro. O custo médio de emissão dos títulos públicos também baixou. Em setembro, a queda foi de 0,43 ponto percentual, passando de 11,1% ao ano em agosto para 10,67% ao ano no mês passado.
 

Mais de 8 mil emendas ao Orçamento são protocoladas

A Comissão Mista do Orçamento recebeu, até a última sexta-feira, 8.262 emendas à Proposta Orçamentária do próximo ano. As emendas apresentadas pelos parlamentares totalizam R$ 108,5 bilhões.
Foram apresentadas 639 emendas coletivas e 7.633 emendas individuais - estas últimas são obrigatórias e devem ser direcionadas para obras e serviços em suas bases eleitorais, de acordo com a disponibilidade de recursos no Tesouro Nacional. Os deputados e senadores já indicaram os recursos considerando o teto dos gastos públicos.
Considerando emendas coletivas e individuais, a área da saúde foi a mais contemplada, com R$ 17,4 bilhões. Em seguida estão transporte e educação, que somaram 24% do total dos recursos. O prazo para apresentação das emendas se encerrou na última sexta-feira. A partir de agora, as emendas devem ser analisadas por relatores das comissões responsáveis pela análise da proposta de Lei Orçamentária Anual para 2018.
A proposta orçamentária prevê a receita a ser arrecada durante o ano e fixa o valor máximo para as despesas a serem executadas. O prazo final para análise da proposta pelo Congresso Nacional é 30 de outubro.
 
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia