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Porto Alegre, segunda-feira, 23 de outubro de 2017.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado de Capitais

Notícia da edição impressa de 24/10/2017. Alterada em 23/10 às 21h42min

Ibovespa cai 1,28% com piora em Nova Iorque

O mercado brasileiro de ações voltou a mostrar fraqueza e teve uma segunda-feira de perdas significativas, em meio à expectativa por definições importantes dos cenários interno e externo. A piora das bolsas de Nova Iorque, que renovaram sucessivas mínimas na última hora de negociação, intensificou as ordens de venda no mercado doméstico. Nesse cenário, o Índice Bovespa terminou o dia em baixa de 1,28%, aos 75.413,13 pontos. O volume de negócios somou R$ 7,515 bilhões.
Entre os fatores que pesaram sobre o mercado de ações no pregão esteve também a forte alta do dólar. O fortalecimento da moeda norte-americana favoreceu a alta de papéis de empresas exportadoras, que minimizaram as perdas do dia. Fibria ON subiu 2,33%, e Suzano PNA avançou 2,15%.
Já entre as quedas mais significativas estiveram as ações da Vale e das siderúrgicas, penalizadas pela queda do minério no mercado à vista chinês e pelo desempenho negativo dos índices de metais. Vale ON terminou o dia com baixa de 0,73%, enquanto Usiminas PNA perdeu 4,46% e CSN ON recuou 3,15%. As ações do setor financeiro também caíram, com destaque para Banco do Brasil ON (-3,49). Os papéis da Petrobras enfrentaram instabilidade e terminaram o dia perto da estabilidade, com baixas de 0,30% (ON) e de 0,12% (PN).
A temporada de balanços do terceiro trimestre começa com Fibria e Lojas Renner, que divulgam os resultados hoje. Nesta quarta-feira, será a vez de Lojas Marisa, Odontoprev, Santander, Telefônica Vivo, Via Varejo e Weg. A quinta-feira terá, entre os principais balanços, o de Ambev, CCR, Hering, Grendene, Klabin, Grupo Pão de Açúcar, Suzano e Vale. Na sexta-feira, haverá Duratex, Embraer, Hypermarcas e Usiminas.
Após romper resistência importante aos R$ 3,20, o dólar ganhou força para subir mais e acabou fechando no maior nível em mais de três meses (R$ 3,2333). Os fatores para isso foram a expectativa com o plano de redução de imposto nos EUA, a indefinição sobre quem será o novo presidente do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) e a cautela política em meio à votação da denúncia contra o presidente Michel Temer no plenário da Câmara, na quarta-feira.
A divisa dos EUA ficou em alta ante o real desde a abertura, motivada pela valorização acentuada ante todas as moedas no exterior diante da percepção cada vez maior de que a reforma tributária encabeçada pelo presidente norte-americano, Donald Trump, será aprovada. Além disso, segue no radar do mercado a indefinição quanto ao próximo presidente do Fed.
A cautela com o cenário interno político também contribuiu para a alta do dólar. Na quarta-feira, acontece a votação da segunda denúncia contra Temer no plenário da Câmara, e o mercado começa a se preocupar com o número de votos de apoio que o presidente poderá ter.
No mercado à vista, o dólar fechou em alta de 1,36%, aos R$ 3,2333, o maior nível de fechamento desde 11 de julho e a maior variação diária desde 18 de maio, um dia após o escândalo dos áudios da JBS envolvendo Temer. O giro financeiro somou US$ 842 milhões.
No mercado futuro, o dólar para novembro subiu 1,41%, aos R$ 3,2420. O giro financeiro somou US$ 18,13 bilhões.
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