Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, segunda-feira, 23 de outubro de 2017.

Jornal do Comércio

Economia

COMENTAR | CORRIGIR

Mercado Financeiro

Alterada em 23/10 às 18h52min

Ibovespa cai 1,28% com Nova Iorque e expectativa com eventos da semana

O mercado brasileiro de ações voltou a mostrar fraqueza e teve uma segunda-feira (23), de perdas significativas, em meio à expectativa por definições importantes dos cenários interno e externo. A piora das bolsas de Nova Iorque, que renovaram sucessivas mínimas na última hora de negociação, intensificou as ordens de venda no mercado doméstico. Nesse cenário, o Índice Bovespa terminou o dia em baixa de 1,28%, aos 75.413,13 pontos. O volume de negócios somou R$ 7,6 bilhões.
Entre os eventos esperados para os próximos dias estão a votação da segunda denúncia contra Michel Temer no plenário da Câmara, a reunião do Copom e a temporada doméstica de balanços corporativos. Externamente, prevalece a cautela com questões como a escolha do próximo presidente do Federal Reserve e a política monetária dos Estados Unidos. Estão ainda no radar as tensões geopolíticas, que aumentam a aversão ao risco e inibem os investimentos em renda variável.
"O cenário externo tem se mostrado um pouco pior, com aumento de percepção de risco, o que prejudicou o mercado brasileiro e outros emergentes. São diversos fatores lá fora, como a possibilidade de um aperto monetário mais forte nos Estados Unidos até a questão da Catalunha, que é importante para a Europa", diz Vladimir Pinto, gestor de renda variável da Grand Prix Asset.
Entre os fatores que pesaram sobre o mercado de ações no pregão esteve também a forte alta do dólar. O fortalecimento da moeda americana favoreceu a alta de papéis de empresas exportadoras, que minimizaram as perdas do dia. Fibria ON subiu 2,33% e Suzano PNA avançou 2,15%.
Já entre as quedas mais significativas estiveram as ações da Vale e das siderúrgicas, penalizadas pela queda do minério no mercado à vista chinês e pelo desempenho negativo dos índices de metais. Vale ON terminou o dia com baixa de 0,73%, enquanto Usiminas PNA perdeu 4,46% e CSN ON recuou 3,15%. As ações do setor financeiro também caíram, com destaque para Banco do Brasil ON (-3,49). Os papéis da Petrobras enfrentaram instabilidade e terminaram o dia perto da estabilidade, com baixas de 0,30% (ON) e de 0,12% (PN).
A temporada de balanços do terceiro trimestre começa com Fibria e Lojas Renner, que divulgam os resultados na terça-feira (24). Na quarta-feira (25) será a vez da Lojas Marisa, Odontoprev, Santander, Telefônica Vivo, Via Varejo e Weg. A quinta-feira (26) terá entre os principais balanços o da Ambev, CCR, Hering, Grendene, Klabin, Grupo Pão de Açúcar, Suzano e Vale. Na sexta-feira haverá Duratex, Embraer, Hypermarcas e Usiminas.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia