Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, segunda-feira, 23 de outubro de 2017.

Jornal do Comércio

Economia

CORRIGIR

mercado financeiro

Alterada em 23/10 às 16h55min

Taxas de juros fecham em alta e nas máximas, com pressão do câmbio e exterior

Os juros futuros fecharam a sessão regular desta segunda-feira em alta moderada, e nas máximas, nos principais contratos, em meio a um volume fraco de negócios, pressão do câmbio e influência externa desfavorável. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 fechou em 7,26%, na máxima, ante 7,24% no ajuste anterior.
A taxa do DI para janeiro de 2020 também encerrou nas máximas, em 8,22%, de 8,18% no ajuste da sexta-feira. A taxa do DI para janeiro de 2021 subiu de 8,87% para 8,91% (máxima) e o DI para janeiro de 2023 de 9,54% para 9,60% (máxima).
As taxas oscilaram perto dos ajustes durante todo o pregão e o sinal positivo foi confirmado nos começo da tarde, tão logo o dólar rompeu o patamar dos R$ 3,20, considerado uma resistência. A partir de então, a moeda passou a renovar máximas e os DIs acompanharam, mas sem se afastar muito dos ajustes anteriores. "O que estragou o DI hoje foi o dólar", disse um trader.
Perto das 16h30, o dólar renovava máximas em sequência e às 16h23 a moeda à vista atingia R$ 3,2217 (+1,00%).
O diretor do grupo L&S, Alexandre Wolwacz, destaca que a sessão nesta segunda foi "morna" e "sem volatilidade". "Na quinta, as taxas caíram e na sexta devolveram a baixa. O mercado está indeciso com as incertezas políticas internas e o cenário externo", afirmou.
Em boa medida, a agenda carregada da semana explica o receio dos investidores em assumir posições, antes de conhecer, por exemplo, o comunicado da reunião de Comitê de Política Monetária (Copom), para a qual o consenso de apostas é de queda da Selic, hoje em 8,25%, em 0,75 ponto porcentual.
No exterior, além da evolução da questão da Catalunha, há expectativa com a decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE), que pode afetar o apetite pelo risco de ativos emergentes. Ainda, o mercado está no aguardo do anúncio de quem será escolhido para comandar o Federal Reserve a partir do ano que vem, que deve sair nos próximos dias, segundo afirmou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Internamente, há um compasso de espera pela votação da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer no plenário da Câmara, na quarta-feira. Mais pelo placar do que pelo resultado em si, uma vez que é dada como certa a rejeição da denúncia.
CORRIGIR
Seja o primeiro a comentar esta notícia