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Porto Alegre, quinta-feira, 19 de outubro de 2017.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado Financeiro

Alterada em 19/10 às 18h38min

Em dia de giro financeiro fraco, dólar sobe seguindo cautela no exterior

O mercado de câmbio teve um dia de fraqueza nesta quinta-feira (19), com profissionais do mercado caracterizando a sessão como "um dos piores dias" em termos de liquidez. Essa debilidade foi vista também no comportamento do câmbio mundo afora, em dia de cautela com incertezas em relação à Catalunha, juros americanos e desaceleração de dados chineses, fatores que garantiram que a divisa dos EUA terminasse em leve alta ante o real. A vitória do governo ontem na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, no entanto, foi vista como fator que limitou a valorização.
"O mau humor nos mercados acionários fez com que o segmento de câmbio tivesse um dos piores dias que já vi em termos de liquidez", disse o operador da corretora Multimoney Durval Corrêa, acrescentando que o investidor estrangeiro saiu da bolsa brasileira, gerando uma falta de dólar e, consequentemente, o avanço da moeda. Segundo ele, uma série de incertezas tem afetado a liquidez - o que vem ocorrendo desde o fim de setembro
Cautela vinda do exterior também refletiu na valorização. As tensões entre a Espanha e a Catalunha se aprofundaram, após o governo de Madri ameaçar tomar medidas para retirar poderes do governo regional da Catalunha.
Além disso, a desaceleração do ritmo de crescimento da China também pesou sobre o real, uma vez que o país asiático é o maior comprador de commodities do mundo. De olho nos EUA, os investidores seguem especulando sobre quem o presidente americano, Donald Trump, escolherá para o comando do banco central dos EUA a partir de 2018.
De acordo com o diretor de câmbio do Banco Paulista, Tarcísio Rodrigues, questões envolvendo a Catalunha, China e os juros americanos foram determinantes para a alta do dólar hoje, mas este "avanço foi limitado devido à vitória do governo na CCJ ontem", embora já fosse esperada.
Para Rodrigues, fica a dúvida agora de como será o encaminhamento da reforma da Previdência, "o que tem gerado uma série de incertezas que justificam o giro financeiro fraco por aqui", pontuou.
Pela manhã, a moeda americana chegou a recuar influenciada também pela expectativa de entrada de fluxo por parte de emissão de empresas.
No mercado à vista, o dólar fechou em alta de 0,26%, aos R$ 3,1761. O giro financeiro somou US$ 616 milhões. Na mínima, a moeda ficou em R$ 3,1632 (-0,14%) e na máxima, R$ 3,1788 (+0,34%).
No mercado futuro, o dólar para novembro caiu 0,17%, aos R$ 3,1720. O giro financeiro somou US$ 11,99 bilhões. Durante o pregão, a divisa oscilou de R$ 3,1680 (-0,29%) a R$ 3,1845 (+0,22%).
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