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Porto Alegre, terça-feira, 17 de outubro de 2017. Atualizado às 22h41.

Jornal do Comércio

Economia

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Financiamento

Notícia da edição impressa de 18/10/2017. Alterada em 17/10 às 23h40min

Bndes libera R$ 49,9 bi de janeiro até setembro

Apesar do pequeno avanço no desembolso do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (Bndes) no período de janeiro a setembro, as linhas com liberação mais rápida, como Finame e Giro, tiveram crescimentos expressivos, informou o superintendente de Desenvolvimento e Pesquisa do banco, Maurício Neves, dando sinais de retomada na economia.
De janeiro a setembro, a linha Bndes Giro cresceu 289%, para R$ 5 bilhões, enquanto o Bndes Finame subiu 13% no período, para R$ 14,3 bilhões. Por outro lado, o desembolso como um todo nos primeiros nove meses do ano caiu 20%, para R$ 49,9 bilhões, sinalizando para um fechamento de exercício mais próximo ao registrado em 2016 (R$ 88 bilhões) do que nos anos anteriores, acima dos R$ 100 bilhões.
Segundo Neves, a linha de Giro é acessada principalmente pelas médias, pequenas e microempresas, e seu crescimento, assim como o da Finame (máquinas e equipamentos), seriam os primeiros sinais de retomada da economia. "É um momento importante para que o Bndes entre em uma ação anticíclica, com um crescimento expressivo nesse segmento."
Já a linha Finame, lembrou, é diretamente relacionada a investimentos, já que aumenta, ou pelo menos moderniza, o parque industrial. "Tem que olhar o todo, é um conjunto de sinais que mostram uma estabilidade e uma expectativa de que uma retomada se transforme numa demanda mais forte por recursos do banco", explicou.
O executivo destacou ainda que a queda que vinha sendo registrada nas consultas ao banco ocorreu de forma mais amena em setembro. "É possível reparar que (as consultas) têm uma estabilização na faixa de R$ 100 bilhões, a queda que vem ocorrendo ao longo do tempo parece que cessa nesse momento, e as consultas mostram isso. A gente espera que, com a própria retomada da economia, esse número não só se estabilize como aumente."
Sobre uma possível antecipação de recursos ao governo, que está sendo negociada com a diretoria do Bndes, Neves afirmou que, mesmo que seja feita, não faltará dinheiro para os clientes do banco.

Consultas para novos empréstimos tiveram queda de 12%

Até o mês de setembro, as consultas para novos empréstimos no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (Bndes), termômetro da demanda ao banco, somaram R$ 74,960 bilhões, queda nominal de 12% ante 2016. Descontando a inflação, a queda nas consultas foi de 15,1%. As aprovações de novos empréstimos atingiram R$ 50,217 bilhões até setembro, recuo nominal de 12% ante 2016, equivalente a um recuo real de 14,9%.
"Os números agregados mostram sinais de recuperação da demanda por crédito a partir da redução da diferença, comparados 2017 e 2016, nas etapas iniciais do processo de concessão de crédito", afirma a instituição em comunicado à imprensa.
Os enquadramentos de operações - que são a fase de acolhimento dos pedidos de financiamento, após as consultas - alcançaram o valor de R$ 66,6 bilhões entre janeiro e setembro de 2017, valor 9% menor que o mesmo período de 2016. No mês de setembro, foram enquadrados R$ 8 bilhões em pedidos de financiamento. O banco destacou a participação de 41,5% de micro, pequenas e médias empresas nos desembolsos entre janeiro e setembro 2017.
O desempenho do crédito do banco para infraestrutura se manteve estável, enquanto os valores liberados para empréstimos destinados para projetos da indústria continuaram recuando no acumulado de janeiro a setembro, mostram os dados divulgados.
De janeiro a setembro, o Bndes liberou R$ 17,938 bilhões para os projetos de infraestrutura. Em nota, o banco de fomento destacou que o setor de infraestrutura se destacou na aprovação de novos financiamentos, que somaram R$ 19,8 bilhões, alta de 37% ante igual período de 2016. O destaque foi para energia elétrica, com R$ 12,2 bilhões aprovados.
Os desembolsos para os projetos industriais, no acumulado de janeiro a setembro sobre igual período de 2016, encolheram 49%, em termos nominais, para R$ 11,058 bilhões. Em crise, as aprovações do setor caíram 55%, somando R$ 9,579 bilhões.
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