Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, terça-feira, 17 de outubro de 2017. Atualizado às 17h31.

Jornal do Comércio

Economia

COMENTAR | CORRIGIR

mercado financeiro

Alterada em 17/10 às 18h33min

Dólar recua com entrada de fluxo e real acompanhando peso mexicano

Após um dia de sobe e desce, o dólar acabou fechando em baixa ante o real nesta terça-feira (17), prevalecendo a entrada de fluxo tanto na parte financeira quanto na comercial, enquanto os investidores aguardam por novidades na cena política em relação à apreciação da admissibilidade da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer. A queda foi ampliada no fim da sessão diante da venda de dólar por parte de investidores estrangeiros, que acompanharam a valorização de mais de 1% do peso mexicano, de acordo com um gerente de mesa de derivativos.
Segundo o diretor da Correparti, Jefferson Rugik, o mercado reagiu às captações externas do Banco do Brasil (US$ 700 milhões), Gerdau (US$ 650 milhões) e Azul (US$ 500 milhões), que vinham desde cedo, mas que levaram o dólar a tocar a primeira mínima ante o real durante à tarde. "Além disso, vimos fluxo de exportador no patamar de R$ 3,17 e R$ 3,18", disse Rugik.
Mais tarde, o dólar arrefeceu ante a maioria das moedas, o que contribuiu também para uma melhora do real. O peso mexicano, por exemplo, passou a subir mais de 1,3% depois da notícia de que os representantes comerciais do Nafta concordaram em estender as negociações até 2018, o que levou os investidores estrangeiros a venderem dólar internamente e acompanharem o movimento.
A divisa dos EUA, no entanto, operou em alta ante o real na maior parte da sessão, seguindo o comportamento da moeda no exterior. Lá fora, a divisa americana foi pressionada tanto ante divisas fortes quanto em relação a moedas emergentes e ligadas a commodities. O principal fator tem sido a especulação em torno do nome que o presidente dos EUA, Donald Trump, irá escolher para presidir o Federal Reserve. De acordo com relatos no mercado, ele estaria mais inclinado a nomes favoráveis a aumentos de juros mais rápidos do que o discurso atual de "moderado".
De acordo com o operador da corretora Multimoney Durval Corrêa, a queda expressiva da bolsa hoje também contribuiu para a alta do dólar durante o pregão. "A queda da bolsa levou o dólar para cima, uma vez que tivemos saída de investidores estrangeiros." Para ele, o giro financeiro baixo contribuiu para a volatilidade, além de existir um compasso de espera por novidades no cenário político.
O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), encaminhou para o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), um requerimento solicitando prazo de mais três sessões para o colegiado concluir a apreciação da admissibilidade da segunda denúncia contra Temer.
No mercado à vista, o dólar fechou em baixa de 0,31%, aos R$ 3,1627. O giro financeiro somou US$ 938 milhões. Na mínima, a moeda ficou em R$ 3,1612 (-0,36%) e na máxima, R$ 3,1839 (+0,35%).
No mercado futuro, o dólar para novembro caiu 0,46%, aos R$ 3,1645. O giro financeiro somou US$ 14,44 bilhões. Durante o pregão, a divisa oscilou de R$ 3,1645 (-0,46%) a R$ 3,1905 (+0,36%).
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia