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Porto Alegre, segunda-feira, 09 de outubro de 2017. Atualizado às 22h55.

Jornal do Comércio

Economia

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Consumo

Notícia da edição impressa de 10/10/2017. Alterada em 09/10 às 22h55min

Endividamento dos gaúchos sobe em setembro

Segundo a Peic, 84,1% dos entrevistados não conseguiram pagar as contas do cartão e 31,3% dos carnês

Segundo a Peic, 84,1% dos entrevistados não conseguiram pagar as contas do cartão e 31,3% dos carnês


/MARCELO G. RIBEIRO/JC
O nível de endividamento das famílias no Rio Grande do Sul atingiu 77,4% em setembro, resultado que mostra avanço em relação ao mesmo mês de 2016 (62,5%) e também no confronto com agosto deste ano (74,4%). Os dados evidenciam um cenário em que a situação do endividamento e da inadimplência permanece em uma trajetória de crescimento. Os indicadores fazem parte da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada ontem pela Fecomércio-RS.
Para o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn, parte desse cenário pode ser atribuído ao retorno das famílias ao mercado de crédito, motivadas pela redução dos juros e uma maior confiança na permanência do emprego. "Percebe-se uma tomada de crédito destinada ao consumo e não apenas para o saneamento de dívidas já existentes", afirma Bohn. Para o dirigente, apesar de uma certa melhora no mercado de trabalho e na renda, a retomada da atividade econômica ainda levará algum tempo para gerar efeitos positivos à população.
A Peic mostra estabilidade no indicador que avalia a parcela da renda comprometida com dívidas. Em setembro, na média em 12 meses, ficou em 33,1% e o tempo de comprometimento da dívida, também no período de 12 meses, elevou-se para oito meses. O cartão de crédito ainda é o principal meio de endividamento dos gaúchos (84,1%), seguido por carnês (31,3%), financiamento de veículos (19,7%) e crédito pessoal (11%).
Mais uma vez, o indicador de inadimplência voltou a registrar alta, no entanto, o nível de dívidas em atraso não alcançou o patamar mais elevado já registrado. No mês de setembro, o percentual de famílias com contas em atraso (38,1%) foi superior ao mesmo período de 2016 (26,5%) e também frente a agosto/2017 (34,8%). De acordo com a pesquisa, os gaúchos já sentem no bolso os efeitos da redução da inflação e, em menor escala, dos juros, mas a queda na geração líquida de postos de trabalho nos últimos meses no Rio Grande do Sul segue pressionando a renda familiar e dificultando o pagamento das dívidas.
O índice de gaúchos sem condições de honrar suas dívidas vencidas no prazo de 30 dias saiu de 15,1% em setembro/2016 para 11,9% em setembro/2017. Embora tenha registrado recuo, o indicador continua elevado e assim deve persistir caso não haja uma recuperação mais consistente do mercado de trabalho.
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