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Porto Alegre, segunda-feira, 09 de outubro de 2017. Atualizado às 22h55.

Jornal do Comércio

Economia

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Premiação

Notícia da edição impressa de 10/10/2017. Alterada em 09/10 às 21h22min

Nobel de Economia vai para Richard H. Thaler

Thaler é professor da escola de negócios da Universidade de Chicago

Thaler é professor da escola de negócios da Universidade de Chicago


/SCOTT OLSON/AFP/JC
O estudo da economia depende da compreensão do comportamento humano. Por algum tempo, os modelos que tentavam sistematizar e prever as reações das pessoas em diferentes contextos partiam do pressuposto de que os indivíduos têm vasto acesso a informações e, com base nelas, tomam as melhores decisões possíveis.
Nas últimas décadas, porém, vários pesquisadores têm se dedicado a mostrar que, no mundo real, os seres humanos não são tão racionais em suas escolhas. Seu desafio é transportar essas conclusões para a construção de modelos alternativos que deem conta da complexidade do processo decisório humano em situações como compras de bens de consumo, investimentos pessoais e planejamento de longo prazo. Por pesquisas que apontam algumas soluções nessa direção, o acadêmico norte-americano, Richard H. Thaler, 72, professor da escola de negócios da Universidade de Chicago, recebeu o Prêmio Nobel de Economia ontem.
Ao anunciar a premiação, a Academia Real Sueca de Ciências, em Estocolmo, destacou que o pesquisador mostrou como traços da personalidade dos indivíduos - como racionalidade limitada, preferências sociais e falta de autocontrole - afetam tanto decisões pessoais quanto do mercado como um todo. "Richard H. Thaler incorporou hipóteses psicologicamente realistas na análise das tomadas de decisões", diz um trecho do comunicado.
A premissa básica da teoria do vencedor do Nobel é que, "para fazer boa economia você precisa ter em mente que as pessoas são humanas", disse o economista ao jornal The New York Times. Segundo a Academia, ao ser perguntado se agiria humanamente ao usar o dinheiro recebido como prêmio (o equivalente a R$ 3,5 milhões), o economista brincou: "Tentarei gastá-lo o mais irracionalmente possível".
O reconhecimento de Thaler vem do fato de que seus estudos reforçaram as evidências de que as pessoas, ao tomar decisões econômicas, não consideram todas as alternativas possíveis e - em parte por isso - não conseguem vislumbrar todas as consequências de longo prazo de suas ações. Por isso, suas escolhas nem sempre trazem o melhor retorno econômico possível para elas próprias e para a sociedade como um todo.
Um exemplo dos muitos experimentos que Thaler fez com seus coautores mostra que os taxistas costumam estabelecer que suas jornadas terminarão quando atingirem metas monetárias que cada um deles estabelece individualmente. Com isso, param de trabalhar mais cedo em dias de maior procura por seu serviço quando atingem seu objetivo mais cedo. Se a regra fosse outra, eles poderiam ganhar mais e as cidades teriam menos gargalos em dias mais movimentados.
Diferentemente dos prêmios em áreas como Química, Física e Medicina, o Nobel de Economia não foi criado por vontade do empresário sueco Alfred Nobel - conhecido por inventar a dinamite -, logo após sua morte em 1896. A premiação foi criada em 1968 pelo Banco Central da Suécia.
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