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Porto Alegre, segunda-feira, 09 de outubro de 2017. Atualizado às 18h06.

Jornal do Comércio

Economia

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mercado financeiro

Alterada em 09/10 às 18h06min

Com volume reduzido, Ibovespa mantém correções e cai 0,43%

O Índice Bovespa deu continuidade nesta segunda-feira (9), à realização de lucros vista nos últimos pregões e cedeu 0,43%, marcando 75.726,80 pontos ao final da sessão. As justificativas para essa nova correção vieram essencialmente do cenário externo, que contou com alta do dólar ante emergentes, queda do minério de ferro na China e um feriado nos Estados Unidos, que reduziu a liquidez dos negócios. A B3 registrou R$ 6,8 bilhões movimentados no segmento Bovespa, quase 30% abaixo da média diária da semana passada, de R$ 9,4 bilhões.
"O mercado brasileiro de ações subiu bastante e por tempo prolongado. Essa correção que vemos nos últimos pregões não indica alteração de tendência da bolsa, que continua a ser de alta", disse Guilherme Macêdo, sócio da Vokin Investimentos. Apesar das indefinições do cenário político interno, como a tramitação da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer, Macêdo acredita que o ambiente doméstico oferece poucos riscos no curto prazo, o que mantém os investidores focados nos fundamentos econômicos do País.
Com o noticiário doméstico escasso, as principais referências vieram do cenário externo, que mostrou comportamento mais cauteloso e defensivo por parte dos investidores. As quedas mais relevantes do dia ficaram com as ações dos setores de mineração e siderurgia, que reagiram à piora do desempenho da economia chinesa em setembro, medida pelo PMI Composto, e pela consequente queda dos preços do minério de ferro nos mercados futuros. Com isso, Vale ON teve baixa de 1,99%. Entre as siderúrgicas, destaque para CSN ON (-3,41%) e Gerdau PN (-0,56%)
O setor financeiro, bloco de maior peso no Ibovespa, também contribuiu para a queda da bolsa, em sintonia com as ações do setor financeiro nas bolsas de Nova Iorque. À tarde, a agência de classificação de risco Moody's alterou a perspectiva do sistema bancário brasileiro de "estável" para "negativa" e afirmou que o movimento reflete o risco de que as incertezas políticas possam causar deterioração adicional dos fundamentos financeiros dos bancos, em especial os riscos de ativos e a rentabilidade.
Os alertas da Moody's tiveram efeito bastante limitado nas ações dos bancos, que já vinham operando em terreno negativo desde cedo. Ao final dos negócios, Banco do Brasil ON teve queda de 1,11%, enquanto Itaú Unibanco PN perdeu 1,19%. A exceção foram as units do Santander Brasil, que avançaram 1,71%. Segundo operadores, um dos principais compradores dos papéis do Santander foi a própria instituição.
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