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Porto Alegre, segunda-feira, 09 de outubro de 2017. Atualizado às 09h36.

Jornal do Comércio

Economia

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conjuntura

Alterada em 09/10 às 09h40min

IGP-DI de setembro fica em 0,62%, aponta a FGV

Conta de luz mais barata conduziu deflação ao consumidor no índice

Conta de luz mais barata conduziu deflação ao consumidor no índice


JOÃO MATTOS/ARQUIVO/JC
O Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou alta de 0,62% em setembro, ante um aumento de 0,24% em agosto, divulgou nesta segunda-feira, 9, a Fundação Getulio Vargas (FGV). Com o resultado, o IGP-DI acumulou uma redução de 2,03% no ano e uma queda de 1,04% em 12 meses.
A FGV informou ainda os resultados dos três indicadores que compõem o IGP-DI. O IPA-DI, que representa o atacado, teve alta de 0,97% em setembro, após elevação de 0,26% registrada em agosto. O IPC-DI, que apura a evolução de preços no varejo, teve um ligeiro recuo de 0,02% em setembro, depois de um aumento de 0,13% em agosto. Já o INCC-DI, que mensura o impacto de preços na construção, apresentou alta de 0,06% em setembro, ante avanço de 0,36% em agosto.
O período de coleta de preços para o índice de setembro foi do dia 1º ao dia 30 do mês.
Os preços dos produtos agropecuários no atacado subiram 0,75% em setembro, após terem recuado 1,81% em agosto, dentro do Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI), informou a FGV. Já os produtos industriais registraram alta de 1,05% em setembro, depois do avanço de 0,96% no atacado em agosto.
Dentro do Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP), que permite visualizar a transmissão de preços ao longo da cadeia produtiva, os preços dos bens finais tiveram elevação de 0,30% em setembro, ante uma diminuição de 0,39% em agosto. Os preços dos bens intermediários subiram 1,39%, depois de aumentarem 0,17% no mês anterior. Os preços das matérias-primas brutas registraram elevação de 1,34% em setembro, ante aumento de 1,21% em agosto.
O núcleo do Índice de Preços ao Consumidor - Disponibilidade Interna (IPC-DI) de setembro subiu 0,28%, após um aumento de 0,14% em agosto.
O núcleo do IPC-DI é usado para mensurar tendências e calculado a partir da exclusão das principais quedas e das mais expressivas altas de preços no varejo. Ainda de acordo com a FGV, o núcleo acumulou uma elevação de 2,35% no ano. A taxa do núcleo acumulada em 12 meses foi de 3,63%.

Conta de luz mais barata conduz deflação ao consumidor

A conta de luz ficou mais barata em setembro, puxando a deflação ao consumidor registrada no mês pelo Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI), informou a Fundação Getulio Vargas (FGV). O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-DI) teve uma queda de 0,02% em setembro, após um avanço de 0,13% em agosto.
Três das oito classes de despesa tiveram taxas de variação menores. A principal contribuição para o recuo do IPC-DI partiu do grupo Habitação, que passou de alta de 0,23% em agosto para uma queda de 0,40% em setembro, sob influência do item tarifa de eletricidade residencial, que saiu de um aumento de 1,32% para uma redução de 3,31%.
Os demais decréscimos ocorreram nos grupos Transportes (de 1,46% para 0,50%) e Comunicação (de 0,05% para -0,02%), com destaque para a gasolina (de 6,42% para 2,70%) e tarifa de telefone móvel (de 0,12% para -0,17%), respectivamente.
Na direção oposta, as taxas foram maiores em Alimentação (de -0,83% para -0,48%), Educação, Leitura e Recreação (de 0,13% para 0,50%), Vestuário (de 0,12% para 0,64%), Despesas Diversas (de 0,10% para 0,35%) e Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,21% para 0,27%). Houve impacto dos itens carnes bovinas (de -1,52% para 0,32%), passagem aérea (de -0,43% para 12,25%), roupas (de -0,02% para 0,93%), cigarros (de 0,00% para 0,72%) e serviços de cuidados pessoais (de -0,04% para 0,38%).
O núcleo do IPC registrou alta de 0,28% em setembro, ante avanço de 0,14% em agosto. Dos 85 itens componentes do IPC, 40 foram excluídos do cálculo do núcleo. O índice de difusão, que mede a proporção de itens com aumentos de preços, foi de 52,07% em setembro, 7,40 pontos porcentuais acima do resultado de 44,67% registrado em agosto.
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