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Porto Alegre, sexta-feira, 06 de outubro de 2017. Atualizado às 17h10.

Jornal do Comércio

Economia

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mercado financeiro

Alterada em 06/10 às 17h11min

Mercado corrige 'excesso' de alta das últimas sessões e juros fecham em baixa

Os juros futuros fecharam a sessão regular desta sexta-feira em queda, firmada no período da tarde e atribuída pelos profissionais da área de renda fixa a uma correção do que chamaram de "excesso" no ajuste de alta dos últimos dias. O espaço para a inversão para baixo à tarde veio da desaceleração do avanço das taxas dos Treasuries e do alívio do dólar, que reduziu os ganhos ante o real e estava em queda ante as chamadas moedas fortes, como mostra o índice DXY, que monitora o dólar ante outras seis divisas fortes.
Numa sessão de forte giro de contratos, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2021 fechou em 8,92%, de 9,01% no ajuste desta sexta, e a do DI para janeiro de 2023 caiu de 9,73% para 9,60%. A taxa do DI para janeiro de 2020 encerrou em 8,23%, de 8,29% no ajuste anterior. A do DI janeiro de 2019, depois de passar a tarde em queda, acabou fechando estável em 7,35%.
O mercado começou o dia dando sequência ao movimento de alta dos últimos dias, primeiramente sob o impacto do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de setembro no teto das estimativas dos analistas e depois com a leitura do relatório de emprego nos Estados Unidos.
A inflação medida pelo IPCA desacelerou de 0,19% em agosto para 0,16% em setembro, taxa que era o teto das estimativas coletadas pelo Projeções Broadcast, o que confirma a percepção do mercado de que o corte da Selic em outubro deve mesmo ser de 0,75 ponto porcentual.
Quanto ao relatório de emprego norte-americano, embora o chamado payroll tenha mostrado um inesperado corte de 33 mil vagas de trabalho em setembro, a taxa de desemprego atingiu 4,2%, a menor desde 2001, e a alta de 0,45% nos salários por hora superou as estimativas dos analistas (0,3%).
Com isso, houve reforço nas apostas de que a taxa dos fed funds será elevada em dezembro pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), com consequente pressão de alta sobre o retorno dos Treasuries e sobre o dólar. "O estresse que vimos, sobretudo ontem, foi exagerado, com zeragem de posições, e hoje com o payroll", resumiu o trader de renda fixa do Banco Sicredi Getúlio Ost.
Às 16h38, o dólar à vista subia 0,30%, aos R$ 3,1591, distante da máxima atingida pela manhã quando chegou perto de R$ 3,18. Nos Treasuries, o yield da T-Note de dez anos, marcava 2,368%, após chegar mais cedo aos 2,399%. Nas ações, o Ibovespa caía 0,93%, aos 75.908,61 pontos.
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