Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quinta-feira, 05 de outubro de 2017. Atualizado às 15h20.

Jornal do Comércio

Economia

CORRIGIR

mercado financeiro

Alterada em 05/10 às 15h23min

Bolsas da Europa fecham em alta, com euro mais fraco e crise na Catalunha

Os mercados acionários europeus fecharam em alta nesta quinta-feira, com destaque para a recuperação da bolsa de Madri após as fortes perdas registradas nos últimos dias devido à crise política na Espanha gerada pelo plebiscito sobre a independência da Catalunha. Notícias relacionadas à região espanhola fizeram com que o euro perdesse força em relação a outras moedas, como dólar e libra, e impulsionaram papéis de exportadoras em outras praças europeias.
O índice pan-europeu Stoxx-600 fechou em alta de 0,09% (+0,36 ponto), aos 390,76 pontos.
Em um pronunciamento de oito minutos feito na quarta-feira, o presidente regional da Catalunha, Carles Puigdemont, afirmou que já se sente o líder de um país livre após o plebiscito do último domingo. Ele pediu que o governo de Madri aceite mediação externa para resolver a crise entre os dois lados e disse que irá acionar os procedimentos de separação "nos próximos dias". A expectativa é de que isso ocorreria na próxima segunda-feira, 9 de outubro. No entanto, o Tribunal Constitucional da Espanha ordenou a suspensão da sessão parlamentar da Catalunha marcada para esse dia.
Para tentar amenizar as consequências da crise envolvendo a Catalunha, os dois principais bancos da região estudam realocar suas sedes. De acordo com o jornal El Mundo, o CaixaBank realizará uma reunião ainda nesta semana para discutir a potencial transferência temporária de seu escritório central para as Ilhas Baleares, segunda região em que a instituição tem mais presença. Já o El País informou que o Banco de Sabadell realiza, nesta quinta-feira, uma reunião extraordinária do conselho administrativo para discutir uma mudança temporária, com Madri, Olviedo e Alicante como as possíveis novas sedes da companhia. Após o fechamento dos mercados, uma fonte afirmou que o banco teria escolhido Alicante.
As medidas que podem ser tomadas pelas instituições financeiras fizeram suas ações, que acumulam forte queda nas últimas semanas, exibirem recuperação: o CaixaBank subiu 4,93% e o Sabadell avançou 6,16%. Entre outros bancos espanhóis, o BBVA ganhou 2,77% e o Santander teve expansão de 2,93%.
Além disso, de acordo com o diretor da Wagner Investimentos, José Faria Júnior, o mercado também monitorou a fala do ministro de Economia da Espanha, Luis de Guindos, que descartou qualquer tipo de conversa com os líderes catalães em relação à separação e sinalizou que os bancos catalães podem sair da região se a ideia de independência continuar. "Para o ministro, o governo central não deve discutir com secessionistas até que o estado de direito seja restabelecido. No caso de a Catalunha pedir a independência, fato que pode ocorrer nos próximos dias, o prêmio Mariano Rajoy deverá suspender o governo regional e implementar regras diretamente de Madri", disse, em relatório a clientes.
A notícia impulsionou ainda mais o índice Ibex-35, da bolsa de Madri, que saltou 2,51%, aos 10.214,70 pontos. Nesse cenário, o retorno do bônus espanhol de 10 anos caiu para 1,674%, com uma maior busca do papel por compradores. O movimento foi comprovado durante um leilão de 4,29 bilhões de euros em títulos com vencimento em outubro de 2022 e em janeiro de 2029, que teve demanda considerada forte.
Os novos capítulos na disputa entre a Espanha e o governo regional da Catalunha fizeram com que o euro perdesse força em relação a outras moedas fortes, como o dólar e a libra. O movimento fez com que as outras bolsas europeias, que operavam próximos da estabilidade, apresentassem ganhos, com contribuição adicional do otimismo em Wall Street.
Na bolsa de Paris, o índice CAC-40 fechou em alta de 0,30%, aos 5.379,21 pontos. Entre os bancos, o Société Générale subiu 0,45% e o Crédit Agricole ganhou 0,65%. Já os papéis da Vivendi caíram 0,57%, após a polícia ter invadido a sede da empresa em Paris como parte de uma investigação sobre uma suposta manipulação de mercado na época da compra de uma participação da Vivendi na Mediaset, na Itália, no ano passado.
O índice DAX, da bolsa de Frankfurt, fechou em leve baixa de 0,02%, aos 12.968,05 pontos. O movimento de realização de lucros vem após o índice ter renovado máxima histórica na quarta-feira. Bancos se favoreceram, como o Deutsche Bank (+2,44%) e o Commerzbank (+2,24%), enquanto houve queda forte dos papéis da Lufthansa (-1,74%).
Já em Milão o índice FTSE-Mib avançou 0,49%, aos 22.566,03 pontos. A Telecom Itália foi a ação mais negociada do dia, com expansão de 1,05%. Entre as instituições financeiras, o Intesa Sanpaolo ganhou 0,20% e Unicredit subiu 0,46%. O índice PSI-20, da bolsa de Lisboa, por sua vez, teve alta de 0,78%, aos 5.427,77 pontos, fechando na máxima do dia.
No Reino Unido, o índice FTSE-100 também fechou na máxima, em alta de 0,54%, aos 7.507,99 pontos. O movimento foi proporcionado pela queda da libra, com os investidores reagindo a notícias de que líderes do Partido Conservador teriam considerado "desastroso" o discurso da primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, realizado ontem em Manchester, durante a conferência do partido. "As chances de que ela pode permanecer no cargo até o fim do Brexit e fornecer estabilidade às negociações caíram", afirmou o chefe de pesquisa do London Capital Group, Jasper Lawler, em nota a clientes. 
CORRIGIR
Seja o primeiro a comentar esta notícia