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Porto Alegre, quarta-feira, 04 de outubro de 2017. Atualizado às 18h25.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado Financeiro

04/10/2017 - 18h26min. Alterada em 04/10 às 18h28min

Dólar tem quinta queda consecutiva com otimismo interno e fraqueza no exterior

O clima de otimismo, após a emissão externa do Tesouro na terça-feira (3), prevaleceu no mercado de câmbio nesta quarta-feira (4), levando o dólar a fechar em queda pelo quinto dia consecutivo. Influenciaram também neste movimento uma captação externa da Braskem, a melhora do Índice de Commodities do Banco Central (IC-Br) e a fraqueza generalizada da moeda americana no exterior.
"Além do próprio montante da captação do Tesouro ter sido maior do que o esperado, a taxa também foi melhor", apontou o operador da corretora H.Commcor Cleber Alessie Machado Neto. A captação externa do Tesouro em títulos do Global 2028 totalizou US$ 3 bilhões - acima dos US$ 2 bilhões esperados -, a uma taxa de 4,675% ao ano de retorno para o investidor.
A emissão, que alongou o prazo e reduziu custos da dívida, abriu oportunidade para emissões corporativas, fator que tem ajudado na valorização do real. Hoje, a Braskem lançou captação externa de US$ 500 milhões com bônus de 5 e 10 anos.
Profissionais do mercado apontam que o Brasil tem aproveitado a oportunidade em meio ao excesso de liquidez global. "O mercado está desenhando uma expectativa positiva em relação ao País, mesmo com a reforma da Previdência incerta e isso deriva, principalmente, da melhora dos indicadores econômicos, inclusive a possibilidade de um PIB maior do que a previsão de +0,7% para este ano", explicou Machado Neto.
No início da tarde, o dólar renovou mínimas ante o real diante de um dado positivo. O IC-Br subiu 1,11% em setembro ante agosto, passando de 160,25 pontos para 162,03 pontos. Para efeito de comparação, o BC também divulga em seu documento o indicador internacional de commodities, o CRB, que cedeu 2,36% na mesma relação mensal. Em agosto, o IC-Br caiu 2,06% na comparação mensal.
No exterior, a moeda americana recuou ante a maioria das moedas. Por lá, o mercado começa a se atrelar à possibilidade de o presidente dos EUA, Donald Trump, escolher um presidente para o Federal Reserve (Fed) mais favorável à manutenção de estímulos e, assim, manteria os juros mais baixos.
No mercado à vista, o dólar fechou em baixa de 0,44%, aos R$ 3,1328. O giro financeiro somou US$ 1,51 bilhão. Na mínima, a moeda ficou em R$ 3,1229 (-0,75%) e na máxima, R$ 3,1398 (-0,21%).
No mercado futuro, o dólar para novembro caiu 0,27%, aos R$ 3,1470. O giro financeiro somou US$ 15,93 bilhões. Durante o pregão, a divisa oscilou de R$ 3,1345 (-0,66%) a R$ 3,1515 (-0,12%).
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