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Porto Alegre, terça-feira, 03 de outubro de 2017. Atualizado às 23h40.

Jornal do Comércio

Economia

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Consumo

Notícia da edição impressa de 04/10/2017. Alterada em 03/10 às 23h38min

Empresário do comércio permanece mais confiante

Taxas de juros e inflação em queda têm contribuído para o cenário

Taxas de juros e inflação em queda têm contribuído para o cenário


WILLIAM WEST/WILLIAM WEST/AFP/JC
Os recentes escândalos políticos não tiveram reflexos importantes sobre os primeiros sinais de retomada da economia. Em setembro, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), medido pela Fecomércio-RS e anunciado ontem, registrou alta de 9% sobre o mesmo mês do ano passado. Aos 100,2 pontos, o indicador saiu do campo pessimista para um status de neutralidade. O resultado foi o segundo com variação positiva após os efeitos gerados pelos últimos acontecimentos no campo político.
Na análise sobre as condições atuais em setembro, apenas a avaliação do empresário sobre a própria empresa se deteriorou. De acordo com o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn, a expectativa dos comerciantes quanto ao futuro está em trajetória ascendente, ainda que lenta. "É fundamental que as reformas econômicas sejam aprovadas, formando as bases para a retomada de um crescimento sustentado", afirma.
O indicador que mede as condições atuais do empresário do comércio (Icaec) avançou 30,6% em setembro na comparação interanual. Aos 70,9 pontos, há uma melhora gradual, embora esteja ainda em campo pessimista. "A percepção dos empresários sobre o momento atual ainda é muito restritiva", pontua o presidente da Fecomércio-RS, citando como fatores limitantes o crédito restrito e o fraco desempenho do mercado de trabalho.
As expectativas dos empresários do comércio (IEEC) permanecem em elevado nível otimista, aos 141,7 pontos em setembro. O crescimento de 3,9% sobre setembro/2016 é reflexo do cenário formado por inflação estável e redução da taxa de juros. Já os dados referentes aos investimentos do empresário do comércio (IIEC) mostram uma alta de 3,4% no confronto com o mesmo período do ano passado. Essa melhora vem sendo pautada principalmente pela intenção de contratação de funcionários, com a proximidade do final do ano.

Comércio de veículos avança 24,5%, aponta a Fenabrave

A venda de veículos novos aumentou 24,5% em setembro na comparação com o mesmo mês do ano passado, indicam dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). No mês passado, foram vendidas 199.227 unidades, contra 159.953 de um ano antes. No acumulado do ano, o total é de 1,62 milhão de unidades vendidas, ou 7,356% a mais do que de janeiro a setembro de 2016.
O resultado global de setembro foi 7,36% inferior ao de agosto, quando foram comercializados 217 mil veículos. Considerando que setembro teve três dias úteis a menos, a média diária do mês passado foi maior. Por isso, a análise dos números do ano revela um cenário de recuperação consistente do setor este ano.
Com 193,5 mil emplacamentos, automóveis, furgões e picapes foram os maiores responsáveis pela alta no setor, com crescimento de 24,9% na comparação anual e de 7,86% no acumulado do ano diante de igual período de 2016. O aumento na comercialização de ônibus foi ainda maior. No mês passado, foram vendidas 1.105 unidades, o que representa 33% a mais do que em setembro de 2016. A venda de caminhões também cresceu, mas ainda em ritmo menor. A venda de 5.647 unidades representou alta de 9,3%.
A expansão na comercialização dos pesados, no entanto, ainda não é suficiente para compensar os números ruins do início do ano. No período de janeiro a setembro deste ano, ainda há uma redução de 7% sobre 2016. O mercado de motocicletas foi o único que apresentou resultado negativo em setembro, na comparação com um ano antes. Foram vendidas no mês passado 66.237 motocicletas, 4,9% a menos que em setembro de 2016.

Venda de material de construção tem elevação de 7% em setembro

As vendas do varejo de material de construção no País registraram alta de 7% em setembro em relação ao mesmo mês do ano passado e ficaram estáveis na comparação com agosto deste ano, segundo pesquisa da Anamaco.
No acumulado do ano, há alta de 4,5% nas vendas. Já nos últimos 12 meses o crescimento foi de 1%. "Tintas e revestimentos cerâmicos são as categorias que impulsionaram o setor este mês, pois houve um aumento significativo de vendas, o que indica que a família brasileira já está iniciando as reformas das casas para o final de ano", disse o presidente da Anamaco, Cláudio Conz.
A pesquisa indicou ainda que 70% dos lojistas acreditam que terão um aumento no volume de vendas de 10% no mês de outubro. "O segundo semestre do ano é sempre mais positivo para o nosso setor."
Para a entidade, a portaria que regulamenta o Cartão Reforma, assinada em setembro, somada ao Construcard, a linha de crédito oferecida pela Caixa, que está em fase de testes para que o cliente consiga contratar na própria loja, podem estimular a alta das vendas este ano. A previsão da Anamaco é que até o final de 2017 haja crescimento de 5% sobre 2016.

Pedidos de falência recuaram 15,6% em setembro, diz Boa Vista

Os pedidos de falência no Brasil registraram queda de 15,6% em setembro ante o mesmo mês do ano anterior, segundo dados da Boa Vista SCPC. As falências decretadas subiram 5,5% na mesma base de comparação, enquanto os pedidos de recuperação judicial e recuperações judiciais deferidas registraram quedas de 59,9% e 47,7%, respectivamente.
Com exceção de falências decretadas, que ainda apresentam crescimento de 1% no acumulado dos nove primeiros meses do ano, os demais indicadores seguem em retração nesta base de comparação.
Os pedidos de falência recuaram 14,6% até setembro, enquanto os pedidos de recuperação judicial cederam 25,3% e as recuperações judiciais deferidas caíram 21,3%.
No acumulado dos últimos 12 meses até setembro, os pedidos de falência diminuíram 11%, as falências decretadas subiram 5,6%, os pedidos de recuperação judicial recuaram 20,7% e as recuperações judiciais deferidas caíram 12%.
"Passado o período de intensa diminuição da atividade econômica, redução do consumo, restrição e encarecimento do crédito, as empresas passam agora a demonstrar sinais mais sólidos dos indicadores de solvência, tendência que deverá ser mantida devido às melhorias das condições de juros, spreads, inflação, entre outros fatores", analisa a Boa Vista SCPC em nota.
O indicador de falências e recuperações judiciais é construído com base na apuração dos dados mensais registrados na base da Boa Vista SCPC, oriundos dos fóruns, varas de falências e dos Diários Oficiais e da Justiça dos estados.
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