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Porto Alegre, segunda-feira, 23 de outubro de 2017.

Jornal do Comércio

Cultura

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música

Notícia da edição impressa de 24/10/2017. Alterada em 23/10 às 19h25min

Um desfecho para a Ospa

Sede definitiva será no Centro Administrativo e terreno no Parque da Harmonia receberá prédio para aulas

Sede definitiva será no Centro Administrativo e terreno no Parque da Harmonia receberá prédio para aulas


FREDY VIEIRA/JC
Cristiano Vieira
Novela que se arrasta há décadas, o sonho de uma sede para a Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (Ospa) está perto do fim, mas completamente diferente do esperado. Modificado, o projeto baixou de R$ 45 milhões para R$ 10 milhões e foi confirmado ontem, em Porto Alegre, pelo ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão.
A atual sala sinfônica ocupada pelos músicos, no Centro Administrativo do Estado, será readequada e se tornará a Casa da Música da Ospa. Haverá plateia para 1,1 mil pessoas, camarins, mezanino, camarotes e cafeteria, entre outras novidades. "Sinceramente, vai ser melhor do que queríamos. E ainda teremos toda infraestrutura do Centro Administrativo à disposição, como estacionamento e segurança", explica Rogério Beida-cki, superintendente administrado da Ospa.
No terreno do Parque da Harmonia - cujo estaqueamento já havia sido feito, inclusive - uma construção, orçada em R$ 7 milhões, irá acomodar a Escola da Ospa Social (um projeto de inclusão, dedicado a crianças carentes que desejem entrar para o mundo da música), mais um memorial e a história da orquestra. O Conservatório da Ospa e a administração irão para o Palacinho.
"A ideia foi reconfigurada e, sejamos sinceros, é mais executável que a anterior. A Ospa é uma das melhoras orquestras do Brasil e tem uma proposta linda de aproximação com o seu público", avisa Leitão.
Inaugurada em março deste ano no Centro Administrativo, a área tem quase 2 mil metros quadrados e foi cedida pela Secretaria de Modernização Administrativa e dos Recursos Humanos. A modernização custará R$ 3 milhões e a temporada 2018, em março, já deve estrear no local.
A mudança pôs fim a um vai e vem dos músicos - nos últimos três anos, os ensaios aconteciam na Sala Elis Regina da Usina. Depois da saída do antigo Teatro da Ospa (na av. Independência), os músicos ensaiaram em espaços como o armazém A3 do Cais do Porto e o Palácio Piratini.
A safra de boas notícias trazidas pelo ministro se estendeu ao Mercado Público. Ontem, Leitão passeou pelos corredores do prédio histórico para vistoriar o andamento das obras de revitalização do Mercado, parcialmente destruído por um incêndio em 2013. Dos R$ 19,5 milhões do orçamento via PAC Cidades Históricas, R$ 9 milhões já foram aplicados.

Ministro é contra toda e qualquer forma de censura

Ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, visitou o Mercado Público

Ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, visitou o Mercado Público


MARCELO G. RIBEIRO/JC
"Não existe censura do bem. Todo e qualquer tipo de censura deve ser evitado", avisa o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão. Jornalista por formação e ex-titular da Agência Nacional do Cinema (Ancine) e da Rio Filme, o atual ministro usou o termo "censura do bem" para se referir a proibições tendo como pretextos objetivos supostamente nobres. "As pessoas se acham no direito de impor regras umas às outras, isso não pode", avisa.
A afirmação decorre da discussão que domina o cenário cultural brasileiros das últimas semanas - o papel da cultura e da arte a partir de um contexto de censura junto à exposição Queermuseu, encerrada prematuramente pelo Santander Cultural, em Porto Alegre.
Leitão relata que uma das sugestões do ministério é criar uma classificação indicativa por faixa etária destinada a exposições e museus (no mesmo modelo dos filmes, por exemplo). "Este aviso é comum em instituições museológicas do exterior. É uma maneira de garantir a diversidade de tudo que a arte propõe. O Estado deve acolher isso", conta ele.
No fim de outubro e início de novembro, Leitão estará nos Estados Unidos com a missão de promover o setor de cinema e de televisão do Brasil. Segundo ele, há espaço para os produtos nacionais em outros países. "Exportamos muito pouco da nossa produção cultural. Nossa balança comercial apenas no audiovisual é desfavorável em US$ 1,2 bilhão por ano".
A Lei Rouanet, um dos principais mecanismos de fomento à cultura no Brasil, deve passar por novas atualizações nos próximos meses. Recentemente, em março, o Ministério da Cultura foi duramente criticado devido à Instrução Normativa 1/2017. Ela tinha como objetivo tornar mais ágil a Rouanet, mas teve efeito contrário: enquanto a lei original tem 40 artigos, a Instrução Normativa implementada chegou com 140 artigos. "Um absurdo, embora tenha permitido um grande avanço: a prestação de contas dos projetos é online, ficou mais fácil", conta ele. Hoje, conforme o ministro, há uma fila de 20 mil prestações de contas esperando análise no Minc.
Leitão finaliza destacando a dimensão econômica da cultura para o País: as atividades culturais respondem por 2,64% do PIB nacional e geram 1 milhão de empregos diretos. "Mas ainda há espaço para crescer", afirma, esperançoso.
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