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Porto Alegre, quarta-feira, 25 de outubro de 2017.

Jornal do Comércio

JC Logística

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Aviação

Notícia da edição impressa de 26/10/2017. Alterada em 25/10 às 19h46min

Satisfação dos passageiros com aeroportos fica estável

Viracopos obteve a melhor avaliação por parte dos usuários ouvidos

Viracopos obteve a melhor avaliação por parte dos usuários ouvidos


TÂNIA RÊGO/ABR/JC
Os números da Pesquisa de Satisfação do Passageiro revelam que 92% dos entrevistados consideram os aeroportos como "bons" ou "muito bons", com índice médio de satisfação geral de 4,38 pontos. O resultado é o mesmo obtido no trimestre anterior, mas 3,3% maior do que o do mesmo período de 2016. No ranking geral, o Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), foi o mais bem avaliado, recebendo nota 4,78, numa escala de 1 a 5.
Os dados, divulgados pelo Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil, se referem ao terceiro semestre de 2017. O terminal Afonso Pena, em Curitiba (PR), ficou em segundo lugar com média de 4,74. Em seguida aparece o aeroporto de Natal (RN), com 4,53. Completam a relação dos cinco terminais mais bem avaliados, os aeroportos de Confins (MG) e Guarulhos (SP), ambos com nota de 4,49.
De acordo com a pesquisa, o único terminal que ficou abaixo da meta estipulada pela Conaero (Comissão Nacional de Autoridades Aeroportuárias), que é a nota 4, foi o Aeroporto Internacional Luís Eduardo Magalhães, em Salvador (BA), com 3,95. Apesar da nota, o terminal baiano apresentou melhoria de 2,1% na comparação com o mesmo período de 2016.
O levantamento distribui os terminais em três categorias, de acordo com o número de passageiros transportados: até 5 milhões de passageiros/ano; de 5 a 15 milhões de passageiros/ano; e acima de 15 milhões de passageiros/ano. Ao todo, foram entrevistadas 13.649 pessoas, sendo 8.743 passageiros de voos domésticos e 4.906 de voos internacionais.
A maioria dos entrevistados, 58%, afirmou viajar a negócio. O lazer, com 30%, aparece como o segundo maior motivo de viagem; e lazer e negócios aparece em terceiro, com 9%. O transporte privado é o meio de deslocamento mais utilizado para acessar os terminais: 44,5% dos entrevistados responderam que se deslocam dessa forma. Em segundo lugar aparecem os táxis, com 22,3%. Em seguida, os veículos intermediados por aplicativos, com 14,6%.
No caso das companhias aéreas, a Latam aparece com o melhor resultado no que se refere a "tempo médio de restituição da primeira bagagem", com 9,33 minutos. A Gol, por sua vez, ficou com o melhor tempo na "restituição da última bagagem", 8,03 min. A Azul teve os melhores indicadores em "tempo médio de espera na fila para embarque doméstico" (10,01 min) e "espera na fila de check-in balcão" (7,28min).
Atualmente, a pesquisa avalia a satisfação dos passageiros nos 15 principais terminais do País. Mas, a partir do mês de novembro, os aeroportos de Belém (PA), Maceió (AL), Goiânia (GO), Vitória (ES) e Florianópolis (SC) também vão passar a integrar a amostra.
"Hoje, o nosso relatório mostra que temos 14 dos 15 aeroportos sendo bem avaliados pelos passageiros", disse o secretário nacional de Aviação Civil, Dario Lopes. "Agora, queremos ampliar esse escopo e ver como anda os demais terminais brasileiros em relação à gestão e a entrega dos serviços aos usuários do transporte aéreo. Precisamos identificar os problemas e atuar nas melhorias."
 

Polícia Federal negocia com a Aeronáutica a utilização de vants

Sem fazer alarde, dirigentes da Polícia Federal (PF) estão negociando com o Comando da Aeronáutica o uso compartilhado dos dois vants (veículos aéreos não tripulados) comprados dentro do mais ambicioso programa de fiscalização de fronteiras e combate ao crime organizado da instituição. As tratativas estão em estágio avançado, embora as duas partes não tenham fixado uma data-limite para a conclusão do acordo.
Policiais e militares começaram a conversar sobre o uso compartilhado dos vants da PF há alguns meses. Na semana passada, uma comissão de militares fez uma visita à base de São Miguel do Iguaçu (PR) para checar as condições das aeronaves e dos equipamentos para seu funcionamento. Depois da inspeção, houve rumores de que a polícia faria doação à Força Aérea Brasileira (FAB) e, com isso, abandonaria o projeto, considerado polêmico desde que foi lançado, em 2008, pelo ex-diretor da PF Luiz Fernando Corrêa.
Em ofício encaminhado ao Tribunal de Contas da União (TCU), o Sindicato dos Policiais Federais do Distrito Federal pediu que o TCU interfira e impeça a "doação". Os equipamentos fariam parte do patrimônio da polícia e, por isso, não poderiam ser cedidos aos militares. Procurada, a direção da Polícia Federal confirmou as negociações com a Aeronáutica, mas negou, de forma enfática, que haverá doação de equipamentos. Segundo a PF, trata-se de um acordo operacional.
"Encontra-se em processo de desenvolvimento um acordo operacional entre Polícia Federal e as Forças Armadas do Brasil, que visa a operação conjunta de todos os vants sob o comando de um Centro de Operação Conjunta, visando a otimização na utilização e custeio da ferramenta", diz o texto.
A polícia argumenta ainda que a parceria com os militares dará maior liberdade operacional das aeronaves, "uma vez que a contará com maior disponibilidade de pilotos e operadores especializados, além de maior liberdade de utilização do espaço aéreo para realização das missões".
Uma autoridade da área militar tem uma versão diferente para as tratativas em curso. Segundo esta fonte, eles seriam transferidos para a FAB operar. A instituição ficaria encarregada da guarda e da manutenção dos equipamentos. A partir daí, se quisesse usar os equipamentos em alguma operação específica a polícia teria que bancar os custos. Os pilotos também seriam da Aeronáutica, e não da polícia.
A compra e uso de vants pela PF é considerado tema sensível. O assunto já foi alvo de intensa polêmica entre a polícia e a FAB e, também, dentro da própria polícia. As aeronaves são equipamentos de guerra e até serem adquiridos pela PF nunca tinha sido testados como instrumento de polícia. Pela proposta inicial de Corrêa, o governo brasileiro iria comprar 14 vants da empresa israelense IAI ao custo total de US$ 1,5 bilhão. Os custos englobariam quatro bases operacionais, parte da manutenção e o treinamento dos pilotos.
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