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Porto Alegre, sexta-feira, 29 de setembro de 2017. Atualizado às 17h56.

Jornal do Comércio

Política

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Funcionalismo

29/09/2017 - 17h08min. Alterada em 29/09 às 17h59min

Estado gaúcho decide cortar ponto dos professores em greve

Pela manhã, servidores realizaram manifestação e decidiram continuar paralisação, que já dura 24 dias

Pela manhã, servidores realizaram manifestação e decidiram continuar paralisação, que já dura 24 dias


CLAITON DORNELLES /JC
O Palácio Piratini divulgou há pouco uma nota oficial em que anuncia o corte do ponto dos professores e servidores da educação que estão em greve no Rio Grande do Sul. No texto, o governo justifica que a decisão “atende ao interesse público” e pede colaboração dos pais e da comunidade escolar para o retorno às aulas e a preservação do ano letivo.
O Estado ainda argumenta que 47% dos servidores da Educação já receberam seus salários integralmente e diz que a oposição nutre um “apoio irresponsável” à paralisação determinada pelo Cpers-Sindicato. “Alertamos a população para a tentativa de gerar tensão social, comandada justamente pelos atores políticos que agravaram a atual crise quando estavam no governo. Infelizmente, não estão preocupados com a educação, mas com seus próprios objetivos eleitorais”, aponta o texto.
Nesta manhã, em assembleia realizada no Gigantinho, o sindicato dos professores decidiu pela continuidade da greve geral, que já dura 24 dias. Na quinta-feira (28), o secretário da Educação, Ronald Krummenauer, e o chefe da Casa Civil, Fábio Branco, entregaram ao Cpers uma carta em que pediam a retomada das atividades escolares.
A presidente do Cpers, Helenir Aguiar Schürer, diz que o sindicato deve ingressar na Justiça contra a medida. “Nosso jurídico já está tratando disso, e a tendência é de que entremos com um mandado de segurança”, afirma. Conforme a dirigente, a nota lançada pelo governo causou indignação na categoria. “Essa atitude mostra que o governador está desequilibrado emocionalmente”, declara.
Helenir ressalta ainda que os professores não pretendem recuperar os dias em que o ponto for cortado. “Se não recebermos, não vamos trabalhar. Ninguém é obrigado a dar aula de graça”, completa a professora.
Confira a íntegra da nota divulgada pelo Piratini:
Decisão de cortar ponto de grevistas atende interesse público
Hoje, dia 29 de setembro, 47% dos servidores da Educação já receberam seus salários integralmente. Até o dia 11 de outubro, praticamente todos estarão quitados, assim como ocorre com a maioria dos trabalhadores em geral. Mesmo assim, com o apoio irresponsável da oposição, o Cpers decidiu manter a greve por período indeterminado.
Não chegamos a esta crise por vontade do atual governo. E para sair dela, precisamos de responsabilidade política e financeira, não de populismo e demagogia. Estamos fazendo todos os esforços para recuperar os serviços públicos e normalizar o pagamento dos servidores. O governo sempre manteve o diálogo e, nesta semana, anunciou o pagamento prioritário a quem ganha menos e a indenização pelos dias de atraso.
Alertamos a população para a tentativa de gerar tensão social, comandada justamente pelos atores políticos que agravaram a atual crise quando estavam no governo. Infelizmente, não estão preocupados com a educação, mas com seus próprios objetivos eleitorais.
Em virtude disso, tendo em vista o interesse público, não resta outra alternativa senão o corte do ponto dos grevistas. Conclamamos os professores a manter as aulas. Pedimos a colaboração dos pais e da comunidade escolar. A responsabilidade pela preservação do ano letivo é compartilhada por toda a sociedade. O governo do Estado segue aberto ao diálogo.
Governo do Estado do Rio Grande do Sul
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