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Porto Alegre, quarta-feira, 27 de setembro de 2017. Atualizado às 16h35.

Jornal do Comércio

Política

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Partidos

Alterada em 27/09 às 16h36min

Sem apoio do PMDB no IPTU, Marchezan deixa articulação do PSDB com o Piratini

Decisão foi tomada no dia em que projeto que aumenta alíquota do imposto é apreciado na Câmara

Decisão foi tomada no dia em que projeto que aumenta alíquota do imposto é apreciado na Câmara


Mariana Carlesso/ARQUIVO/JC
Paulo Egídio
A executiva estadual do PSDB anunciou nesta quarta-feira (27) que o prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Júnior, presidente estadual do partido, deixará de ser o interlocutor da sigla junto ao governo do Estado. A decisão foi tomada pelo próprio prefeito no dia em que a Câmara de Vereadores da capital vota o projeto que altera a alíquota do IPTU. Vereadores do PMDB, partido do governador José Ivo Sartori, devem votar majoritariamente contra a matéria.
Um dos que rejeitará o projeto de Marchezan, o vereador Valter Nagelstein (PMDB) avalia a decisão como um equívoco do prefeito. “Há ainda muitos projetos que vamos apreciar e o governo municipal não pode fechar as portas. As relações políticas devem ser construídas”, diz o parlamentar.
“Não podemos votar em trinta dias um projeto que rompa com nossos compromissos. O próprio PP, que é da base, está, em sua maioria, votando contra”, aponta Nagelstein. Além dele, devem votar contra o projeto os peemedebistas André Carús, Mendes Ribeiro e Comandante Nádia.
Para comandar as negociações com o governo estadual, Marchezan indicou o ex-prefeito de Viamão Valdir Bonatto. Por meio da assessoria, o prefeito justificou que Bonatto “já vem atuando no relacionamento do partido na esfera estadual” e que pretende manter “foco integral nos projetos e políticas públicas da Prefeitura de Porto Alegre”.
Líder do governo municipal na Câmara, o vereador Moisés Maluco do Bem (PSDB) diz que a decisão de Marchezan não tem ligação com a votação do IPTU. Contudo, ele reitera que cobrou coerência dos vereadores do PMDB, já que seu partido apoiou a proposta de reajuste de ICMS do governo Sartori. “Gostaríamos de receber a mesma compreensão que nossa bancada teve na Assembleia, quanto mais neste projeto, que não representa aumento de impostos, mas justiça tributária”, afirma o vereador.
Moisés reitera ainda que não há qualquer conversa sobre troca de apoio na articulação para a votação do IPTU e diz que o governo "busca diálogo com os vereadores de forma individual".
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