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Porto Alegre, quarta-feira, 20 de setembro de 2017. Atualizado às 11h52.

Jornal do Comércio

Política

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Crise no Planalto

Notícia da edição impressa de 22/09/2017. Alterada em 21/09 às 21h20min

Funaro acusa Temer de comprar imóvel com propina; Planalto nega

O corretor de valores Lúcio Funaro, delator da Operação Lava Jato, disse à Procuradoria-Geral da República (PGR) que o presidente Michel Temer (PMDB) comprou imóveis com dinheiro de propina. O Palácio do Planalto rebateu e disse que "Funaro continua espalhando mentiras e inverdades de forma contumaz".
De acordo com o delator, o ex-assessor de Temer José Yunes lavou dinheiro para Temer. "Que sabe que Michel Temer tem uma série de imóveis adquiridos da incorporação de Yunes; sabe que, por trabalhar no mercado financeiro, que a maneira mais fácil de lavar dinheiro é por meio de compras de imóveis", informa o depoimento de Funaro, tornado público nesta semana pelo STF.
Funaro afirmou que "a lavagem de valores feita por Yunes era em favor de Michel Temer." Ele disse ainda que o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB) lhe contou sobre um imóvel em São Paulo. Segundo Funaro, ele "sabe, por meio de Eduardo Cunha, que Michel Temer tem um andar inteiro na avenida Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo; em um prédio que tinha sido recém-inaugurado". Um banco alugava o andar do prédio, disse o delator.
Em nota, o Palácio do Planalto afirmou que Funaro "desinforma as autoridades do Ministério Público Federal". "Todos imóveis do presidente Michel Temer foram comprados de forma lícita e estão declarados à Receita Federal." "O imóvel na Avenida Faria Lima, em São Paulo, por exemplo, foi adquirido no início de 2003. Eduardo Cunha sequer era filiado ao PMDB no momento da compra", diz a nota. A assessoria de Temer afirmou que os recursos para pagar o imóvel na Faria Lima "vieram de contas pessoais e aplicações do presidente, todos devidamente declarados em Imposto de Renda".
 
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