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Porto Alegre, sexta-feira, 08 de setembro de 2017. Atualizado às 19h39.

Jornal do Comércio

Política

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Partidos

Notícia da edição impressa de 08/09/2017. Alterada em 07/09 às 21h39min

Divergências colocam quadros do PP em choque em Porto Alegre

Gustavo Paim acredita em consenso dentro do partido

Gustavo Paim acredita em consenso dentro do partido


LUCIANO LANES/PMPA/JC
Carlos Villela, especial para o JC
Pela primeira vez em mais de 30 anos com um integrante do partido dentro do Paço Municipal, o PP está diante de uma espécie de polarização. O vice-prefeito Gustavo Paim (PP), também secretário de Relações Institucionais, tem a missão de não apenas fazer a ponte entre vereadores independentes e da base e a prefeitura, como vai precisar lidar com colegas de partido que já manifestaram visões divergentes de projetos do Executivo.
"O PP é governo, não tem nem como fazer uma divisão", afirma categoricamente. Conciliador, Paim diz que muitas dessas opiniões são preliminares e que divergências são normais. Ele ressalta que o projeto do IPTU será analisado a fundo, e os vereadores demonstram engajamento para a discussão.
Paim, visto por vereadores da base como aberto ao diálogo e de fácil acesso, diz ter "confiança" que se atingirá um consenso a respeito do tema. Segundo o vice-prefeito, não existe um outro cenário senão o PP como aliado do prefeito Nelson Marchezan Júnior (PSDB).
O tucano tem na Câmara uma base pequena: um vereador do PSDB, um do Pros, quatro do PP, quatro do PTB e um do SD. Portanto, os votos do PP são importantes para a aprovação de quaisquer projetos do Executivo. Mesmo Paim sendo o primeiro quadro desde João Dib a fazer parte da chapa que lidera a prefeitura, a sigla também integrou as administrações municipais de José Fogaça (PMDB) e José Fortunati (PDT) - da última, o presidente municipal do partido, ex-vereador Kevin Krieger, foi líder na Câmara. Krieger foi o coordenador da campanha de Marchezan ao Paço Municipal, e, após a eleição, era visto como o "homem forte" do prefeito. O título, contudo, durou pouco. O então secretário de Relações Institucionais passou a se sentir desprestigiado e ignorado pelo prefeito, levando à sua saída em maio.
Na Câmara, o discurso da bancada é de respeito à democracia interna e às divergências pessoais. É por isso que Cassiá Carpes pode, mesmo estando na base, se posicionar contra projetos de interesse do Executivo. O vereador, que está no PP desde 2015, votou contra o aumento da alíquota de contribuição do Previmpa e se posicionou contra o projeto de mudanças no transporte público. "Isso é dar uma carta branca ao prefeito. Se votarmos a favor do IPTU, nunca mais vamos segurar esse freio", diz Cassiá. Ele já havia discursado na tribuna, na quarta-feira passada, sobre como algumas pessoas achavam que ele não integrava a base, mas ele diz que "nós votamos muita coisa boa pelo governo, mas ele não diz. Ele chega lá e cobra de nós que temos que votar o IPTU. Se o governo não conversa, não vai passar".
Ele é a favor da cobrança de IPTU no caso de estabelecimentos comerciais em estádios de futebol, mas diz que o projeto deve ser mais específico e analisar mais profundamente as particularidades de clubes esportivos e sociais. "Mandem o projeto separando o joio do trigo que aprovamos", diz Cassiá.
Segundo secretário do PP a sair do governo, Ricardo Gomes foi eleito vereador, mas atendeu ao chamado de Marchezan para assumir o Desenvolvimento Econômico, pasta que deixou após divergir sobre o IPTU. Mônica Leal, líder da bancada, já alertou Krieger e o presidente estadual do partido, Celso Bernardi, que, da forma como foi apresentado o projeto do IPTU, ela não encaminharia aos colegas de sigla uma indicação pela aprovação.
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