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Porto Alegre, domingo, 01 de outubro de 2017. Atualizado às 22h56.

Jornal do Comércio

Opinião

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Notícia da edição impressa de 02/10/2017. Alterada em 01/10 às 22h57min

A propaganda e a Justiça do Trabalho

João Firme
Graças ao Teixeirinha, que desistiu de cachê, passagem e hotel para atuar no Jantar com as Estrelas da TV Tupi, para que, na condição de formando de Ciências Jurídicas de 1973 da Universidade de Passo Fundo (UPF), pudesse promover o 1º Seminário Nacional do Novo Código de Processo Civil, fomos sabatinados pelos apresentadores Airton Pimentel e Lolita Rodrigues. Houve uma pergunta: Por que a Justiça do Trabalho só protege o empregado? Respondi: Este é o princípio, mas aqueles empreendedores que dialogam e humanizam suas empresas com o amor são felizes. Dirigimos três empresas na época e, na quarta, a Arauto Propaganda, ainda estava sem reclamatórias.
Lembramos esse fato ao ministro do TST Gelson de Azevedo, nosso ex-colega no TRT da 4ª Região, na 5ª Turma, que hoje é um dos responsáveis pela transformação da Justiça do Trabalho depois de estudar muito na França e Espanha. Na conversação, acrescentamos ter participado até de cursos com retiros promovidos pela Associação de Dirigentes de Empresários Cristãos para aprender como se comunicar com os funcionários e compreender seus anseios. Sentamos juntos três empresários no jantar de um retiro na Vila Nova, e perguntei para um deles, da Calçados Reichert, de Campo Bom, quantos empregados tinha? Cinco mil, respondeu-me. E o outro, à minha esquerda, dirigente do Curtume Silveira, de Novo Hamburgo: três mil.
Contestamos: mas o que estamos fazendo aqui, com 37? Já passaram mais de mil na nossa história empresarial. E nunca tivemos reclamatória. Dissemos que entrevistávamos pessoalmente os candidatos, dando preferência aos humildes e aos que estudavam. Implantamos música ambiental no trabalho e liberávamos lanche e transporte para irem à escola. Com a propaganda, ganhamos a simpatia dos calçadistas, pois nos chamaram para nos entregarem as contas publicitárias e, de quebra, ganhamos a 1ª Fenac, que se somou à Fenasoja e à Fenatrigo. Depois, inauguramos uma filial da Arauto em Novo Hamburgo, empregando 10 publicitários e jornalistas. Hoje, vivemos para trabalhar como voluntário nas entidades da propaganda que fundamos.
Publicitário, jornalista e advogado
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