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Porto Alegre, terça-feira, 26 de setembro de 2017. Atualizado às 23h44.

Jornal do Comércio

Opinião

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Notícia da edição impressa de 27/09/2017. Alterada em 26/09 às 19h38min

Salvar a reputação é fundamental

Laura Glüer
Vive-se uma era de crises. Nunca se falou tanto delas. Crise pela falta de ética e postura inadequada de um político, artista ou qualquer outro formador de opinião, crise em decorrência de um evento ou ação de comunicação que ofendeu segmentos do público. Os motivos são diversos. Mas um ponto todas essas situações têm em comum: desagradam e mobilizam a opinião pública e geram repercussão negativa na mídia e nas redes sociais. Está faltando leitura de cenários e gestão das crises. Posicionamentos apressados e equivocados, despreparo de porta-vozes para lidar com a mídia, pedidos de desculpas que soam falso, tudo isso gera uma série de trapalhadas que pode reverberar ainda mais a crise.
Crises de imagem acontecem com todas as organizações e personalidades públicas. Ninguém está imune a elas. Onde há pessoas e processos, existe vulnerabilidade. Os riscos também podem estar em fatores externos - catástrofes climáticas, por exemplo. Alguns riscos podem ser mapeados, outros não.
Mas na maioria das vezes é possível, sim, fazer um gerenciamento de riscos, evitando, assim, algumas crises. A imagem é sazonal. Uma crise de imagem pode ser superada com agilidade, transparência, posicionamento transparente e coerente e muita comunicação. Na hora da crise, é preciso aplicar um bom plano de contingência, que deve ser feito em momentos de normalidade. A gestão de crises deve ser pensada de forma preventiva, para evitar surpresas desagradáveis e inoperância no momento em que é necessário agir. Gerenciar (bem) uma crise de imagem ajuda a salvar um dos principais ativos de uma organização - sua reputação.
Este é o maior patrimônio que uma marca possui, construído ao longo de anos de uma trajetória. Uma reputação afetada por sucessivas crises de imagem é como uma ferida que não cicatriza. Por isso, é preciso atacar as crises de frente e evitar que elas se tornem um problema crônico na imagem, afetando sua própria sobrevivência como marca pública.
Jornalista e doutora em Comunicação
 
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